Dallagnol cogita lançar esposa ao Senado do Paraná
Pré-candidato avalia substitutos se a Justiça Eleitoral negar sua candidatura para concorrer em 2026
Deltan Dallagnol afirmou que pode indicar a esposa, Fernanda Dallagnol, ou o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins, para assumir sua vaga ao Senado pelo Paraná caso a Justiça Eleitoral negue o registro de sua candidatura em 2026.
A declaração foi dada pelo ex-procurador da Lava Jato em entrevista ao podcast A Tia Pod. Dallagnol é pré-candidato pelo partido Novo, mas enfrenta dúvidas sobre sua elegibilidade após perder o mandato de deputado federal em 2023.
Duas alternativas citadas
Segundo o ex-procurador, “se eles me tirarem antes da eleição, eu vou colocar no meu lugar ou o Paulo Martins ou a minha esposa”. Ele descreveu Martins como “alguém que eu gosto, bom, ponta firme, fantástico” e reconheceu resistência da esposa à ideia: “Ela não quer. Eu acho que eu não vou conseguir convencer ela”.
Para Dallagnol, a indicação de um substituto teria função simbólica. Ele disse que a manobra serviria para afirmar que “o sistema não vai vencer” e que o grupo político “vai estar lá representado”, mesmo em caso de impedimento judicial.
O ex-deputado afirmou ainda partir do princípio de que confia na validação de seu próprio registro pela Justiça Eleitoral. Fernanda Dallagnol é advogada, empresária e embaixadora do movimento Mulheres pelo Novo Paraná.
Nas eleições municipais anteriores, seu nome chegou a ser avaliado para a prefeitura, vice-prefeitura ou uma vaga na Câmara de Curitiba, mas ela não disputou nenhum cargo naquele pleito.
Origem da disputa sobre elegibilidade
A controvérsia em torno da candidatura de Dallagnol remonta a 2023, quando o Tribunal Superior Eleitoral cassou seu mandato de deputado federal, eleito em 2022.
A decisão se baseou na Lei da Ficha Limpa e considerou que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal de forma antecipada, enquanto respondia a 15 procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público. Para o tribunal, o objetivo era evitar que esses processos avançassem e gerassem inelegibilidade.
A corte não declarou Dallagnol formalmente inelegível, mas a interpretação de sua situação jurídica permanece disputada entre adversários políticos. Nos meses anteriores à entrevista, o Novo havia recorrido à Justiça Eleitoral contra pessoas e veículos que classificaram Dallagnol como inelegível, obtendo multas contra opositores no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.
Esse cenário mudou após manifestação do Supremo Tribunal Federal, que considerou censura o bloqueio de publicações sobre o tema, já que a discussão sobre a elegibilidade de Dallagnol integra o debate público antes mesmo da definição final pela Justiça Eleitoral.
A partir desse entendimento, o TRE-PR revisou suas decisões e passou a considerar que manifestações sobre a cassação do mandato não configuram, por si só, desinformação eleitoral nem propaganda antecipada negativa.
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Comentários (1)
Mariad
24.06.2026 22:27poxa, viu, afinal ele vai ficr dependurado nessa corda de cebolinha? Quando ele será liberto?