Michelle critica PL no Ceará e desabafa sobre ataques de bolsonaristas
Ex-primeira-dama defende manutenção de candidata ao Senado e classifica eventual recuo como traição a Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nesta quarta-feira, 24, um vídeo de 15 minutos no qual cobra dirigentes do PL no Ceará por negociações que poderiam retirar a vereadora Priscila Costa da disputa ao Senado em favor de uma aliança com o ex-ministro Ciro Gomes(PSDB).
Atuação no PL Mulher favoreceu Flávio
Michelle considera que o crescimento da pré-candidatura de Flávio se deve ao trabalho realizado pela ex-primeira-dama à frente do PL Mulher, frente feminina do partido que coordena desde 2023.
Segundo ela, a mobilização das filiadas nos estados tem revertido em apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem mantém relação distante.
Ainda assim, afirmou que “ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”.
Disputa em torno da vaga ao Senado
O cerne das críticas de Michelle está na possível substituição de Priscila Costa, presidente do PL Mulher no Ceará, na corrida ao Senado. Sem mencionar nominalmente o deputado André Fernandes (PL-CE), ela atribuiu a articulações internas a tentativa de ceder a vaga da aliada para facilitar uma composição com Ciro Gomes na disputa pelo governo estadual.
“Aproveitando-se da prisão do Jair, começaram a trabalhar para eliminar a Priscila da disputa, cedendo a vaga dela para garantir uma aliança com o Ciro Gomes”, afirmou.
A ex-primeira-dama sustentou que a indicação de Priscila havia sido definida em conjunto por ela, por Jair Bolsonaro e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto: “Essa candidatura foi muito bem definida por três pessoas. Meu marido, eu e o presidente Valdemar. Não foi sugestão. Foi preferência, foi decisão”, declarou.
Michelle também questionou por que a vaga sacrificada nas tratativas seria a de Priscila, e não a reservada ao pai de André Fernandes, igualmente cotado para o Senado.
Para ela, descumprir a orientação dada por Bolsonaro em defesa da candidata representaria “um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro”, independentemente de quem partisse a decisão.
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