Fungo patogênico transmitido pelo arranhão do gato doméstico também está presente em animais selvagens
Uma descoberta feita por pesquisadores brasileiros está chamando a atenção da comunidade científica.
Uma descoberta feita por pesquisadores brasileiros está chamando a atenção da comunidade científica. O fungo responsável pela esporotricose, doença frequentemente associada ao arranhão e as mordidas de gatos domésticos, foi identificado em órgãos internos de animais selvagens no Paraná.
O achado sugere que a circulação do microrganismo pode ser muito maior do que se imaginava, ampliando os alertas para a saúde animal e humana.
Com informações da Agência Fapesp.
O que os cientistas encontraram nos animais silvestres?
O estudo detectou três espécies do fungo do gênero Sporothrix em mamíferos, aves e répteis. Entre elas está a Sporothrix brasiliensis, considerada a principal responsável pelos casos de esporotricose registrados no Brasil.
Os pesquisadores encontraram material genético do fungo em órgãos como coração e fígado, indicando que ele circulava internamente nos animais analisados.
Por que a descoberta desse fungo de gatos preocupa especialistas?
Até agora, a doença era associada principalmente a gatos domésticos e ao contato com materiais contaminados. A presença do fungo em espécies silvestres sugere a existência de novos reservatórios naturais.
Segundo os autores, isso pode alterar a compreensão sobre a disseminação da esporotricose e exigir maior monitoramento em áreas onde ambientes urbanos e naturais se encontram.

Quais animais apresentaram sinais da presença do fungo?
As análises revelaram a presença do DNA do Sporothrix em diferentes grupos da fauna.
Entre os casos identificados estavam espécies de aves, mamíferos e até répteis.
Entre os destaques da pesquisa estão:
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Como o estudo foi realizado no Paraná?
Os pesquisadores analisaram animais atropelados encontrados em rodovias paranaenses entre 2017 e 2023. Foram examinadas 178 amostras de tecidos retiradas de 81 animais silvestres.
A investigação utilizou técnicas moleculares capazes de identificar com precisão o DNA das diferentes espécies de Sporothrix, permitindo detectar o fungo mesmo sem sinais visíveis da doença.
O que essa descoberta pode mudar daqui para frente?
Os cientistas acreditam que a pesquisa abre uma nova frente para o monitoramento de doenças que circulam entre animais domésticos, silvestres e seres humanos. A descoberta reforça o conceito de Saúde Única, que considera a conexão entre meio ambiente, fauna e população.
Além disso, o trabalho sugere que animais silvestres podem desempenhar um papel mais importante na manutenção desses fungos na natureza do que se imaginava anteriormente
Fonte: Agência Fapesp
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