Avaliação negativa de Lula segue maior que a positiva, aponta Datafolha
Com 38% de ruim ou péssimo, terceiro mandato do petista supera índices de FHC e Dilma em períodos equivalentes
A avaliação do governo Lula (PT) permanece estável, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 20.
O levantamento mostra que 38% dos eleitores consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 32% a classificam como ótima ou boa e 29% como regular. Os números são praticamente os mesmos registrados no fim de maio.
O índice de aprovação do presidente também não apresentou mudanças relevantes.
Segundo o instituto, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 18 de junho e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento mostra ainda que a avaliação positiva do terceiro mandato segue abaixo da registrada por Lula no mesmo período de seus governos anteriores.
Com 32% de ótimo ou bom, o índice é inferior aos 39% registrados em 2006 e aos 76% de 2010.
Já a avaliação negativa, de 38%, supera a observada nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff em períodos equivalentes, ficando atrás apenas da registrada por Jair Bolsonaro em 2022.
Vantagem sobre Flávio Bolsonaro
Ainda de acordo com o Datafolha, Lula (PT) aparece com 41% das intenções de voto no cenário mais provável de primeiro turno da eleição presidencial de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 31%, repetindo o mesmo índice registrado no levantamento anterior.
A vantagem de Lula permanece praticamente estável em relação à rodada passada, quando o petista marcou 40% e Flávio também tinha 31%.
A pesquisa foi realizada após a repercussão do caso “Dark Horse”, que atingiu a pré-campanha do senador.
No primeiro turno, Lula e Flávio lideram com folga. Em seguida aparecem Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com 3%. Em seguida vêm Romeu Zema, Aécio Neves, Samara Martins e Augusto Cury, com 2% cada.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário também permaneceu inalterado.
O presidente registra 47% das intenções de voto, contra 43% do senador. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 1% não soube responder.
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