NASA prepara missão com satélites gêmeos para entender um risco espacial que afeta a vida na Terra
Satélites gêmeos vão investigar a ligação entre atmosfera e espaço
A NASA selecionou uma nova missão para estudar uma região pouco percebida, mas essencial para a vida moderna: a fronteira entre a atmosfera terrestre e o espaço. Chamada DAPHNE, a missão vai investigar como mudanças na atmosfera da Terra influenciam o clima espacial, afetando tecnologias como GPS, satélites em órbita baixa e operações com astronautas. A proposta entra agora em uma fase de planejamento e desenho técnico antes de uma decisão final sobre sua execução.
Por que a NASA quer estudar melhor o clima espacial?
O clima espacial é formado por eventos e variações ligados à atividade solar e ao ambiente ao redor da Terra. Embora pareça distante do cotidiano, ele pode interferir em sistemas de navegação, comunicação, satélites e missões tripuladas.
A novidade é que a NASA quer entender melhor não apenas o que vem do Sol, mas também como processos da baixa atmosfera terrestre podem influenciar a região onde esses efeitos se manifestam. Isso pode melhorar modelos de previsão e ajudar a reduzir riscos para equipamentos e pessoas no espaço.

Como a missão DAPHNE vai funcionar?
A missão usará dois satélites idênticos para fazer medições coordenadas em diferentes pontos. Essa estratégia permite observar melhor como ventos, temperatura e composição da atmosfera variam na termosfera, uma camada alta e muito dinâmica do planeta.
A DAPHNE entrou na chamada fase B, que envolve planejamento e desenho para voo e operações. A missão ainda passará por uma revisão de confirmação em 2027, que avaliará o progresso técnico e a disponibilidade de recursos.
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O que essa camada da atmosfera tem de tão importante?
A região estudada envolve a termosfera e a ionosfera, onde a atmosfera neutra da Terra começa a se transformar no plasma ionizado do espaço. É uma faixa fina, em constante movimento, influenciada pelo Sol, pela baixa atmosfera e pelo ambiente próximo ao planeta.
- Ela pode afetar sinais de navegação usados por sistemas de GPS.
- Também influencia satélites em órbita baixa, que passam por essa região.
- Ajuda a explicar como perturbações atmosféricas se propagam para cima.
- Pode melhorar a previsão de impactos em tecnologias essenciais.
- Também é relevante para proteger astronautas em missões futuras.
Essas medições são importantes porque a sociedade depende cada vez mais de sistemas espaciais. Quanto melhor a previsão, maior a chance de preparar satélites, redes e missões para períodos de maior instabilidade.

Quais tecnologias podem ser protegidas com previsões melhores?
A missão busca gerar dados que ajudem cientistas e operadores a entender com antecedência quando o ambiente espacial próximo da Terra pode ficar mais instável. Isso é especialmente importante para serviços que precisam de precisão e continuidade.
A missão também deve ajudar planejadores de voos espaciais, principalmente em uma fase em que a NASA prepara missões para além da proteção magnética da Terra, incluindo Lua e Marte.
Quando a missão pode sair do papel?
A DAPHNE ainda não recebeu confirmação final. A revisão está prevista para 2027 e vai avaliar se o projeto avançou bem e se há recursos disponíveis. Caso seja confirmada, a missão deve ter custo estimado limitado a 250 milhões de dólares em valores fiscais de 2023, sem incluir o lançamento.
A previsão atual é que o lançamento não aconteça antes de 2029. Até lá, a missão segue como uma aposta estratégica para compreender melhor a ligação entre atmosfera e espaço, com impacto direto na proteção de tecnologias que já fazem parte da vida diária.
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