Brasil reduz analfabetismo a 4,9%, menor nível da série histórica
IBGE aponta 8,4 milhões de pessoas sem saber ler ou escrever e mantém desigualdades regionais
Nesta sexta-feira, 19, dados divulgados pelo IBGE mostram que o Brasil atingiu o menor índice de analfabetismo desde o início da série histórica da PNAD Contínua Educação. Em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não sabiam ler e escrever, o equivalente a uma taxa de 4,9%.
O resultado representa uma queda em relação ao ano anterior e confirma uma tendência de redução gradual observada desde 2016. Ainda assim, o levantamento evidencia que o problema segue concentrado em grupos específicos da população e em determinadas regiões do país.
O Nordeste permanece como a região com maior número absoluto de analfabetos, reunindo mais da metade do total nacional. A taxa regional supera com folga a média brasileira, enquanto Sul e Sudeste apresentam os menores índices. Norte e Centro-Oeste ficam em posição intermediária.
O recorte por idade também revela forte concentração entre idosos. Pessoas com 60 anos ou mais representam a maior parcela dos que não dominam leitura e escrita básica, com taxa significativamente superior à registrada entre jovens e adultos.
A pesquisa mostra ainda diferenças por sexo dentro desse grupo etário, com leve inversão recente: pela primeira vez, a taxa entre mulheres idosas ficou abaixo da dos homens. Apesar disso, a desigualdade racial segue expressiva em todos os recortes analisados.
Entre pessoas pretas e pardas, o índice de analfabetismo mais que dobra o observado entre brancos. A diferença se mantém também entre idosos, onde a disparidade é ainda mais acentuada.
Além da queda no analfabetismo, o IBGE registrou aumento da escolaridade média da população adulta. Mais da metade dos brasileiros com 25 anos ou mais concluiu pelo menos o ensino médio, e o percentual com ensino superior também avançou.
Mesmo com os avanços, a pesquisa indica desafios persistentes, especialmente na alfabetização de adultos, na expansão da educação infantil e na redução das desigualdades estruturais entre regiões, renda e raça.
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