Chegada de um novo animal coloca Florianópolis em vigilância contra espécie invasora da América do Norte
Espécie de som grave acende alerta ambiental no bairro Ratones
A rã-touro invasora parece curiosa pelo som grave, mas o alerta em Florianópolis não é folclore. Identificada em Ratones, ela pode predar espécies nativas, competir por alimento e carregar patógenos que afetam anfíbios e peixes.
Por que uma rã virou motivo de monitoramento?
O problema não está apenas no barulho parecido com mugido. A rã-touro é grande, voraz e se adapta bem a áreas alagadas, lagoas, açudes e brejos, ambientes comuns em muitas paisagens brasileiras.
Quando uma espécie assim aparece fora de sua área natural, o risco é ela ocupar espaço, comer animais menores e se multiplicar antes que os órgãos ambientais consigam controlar a expansão.

Que animal foi identificado em Florianópolis?
A rã-touro-americana, também citada como Aquarana catesbeiana ou Lithobates catesbeianus, é nativa da América do Norte. O nome popular vem da vocalização grave emitida pelos machos no período reprodutivo.
No Brasil, ela foi introduzida para ranicultura e comércio de carne. Com escapes, solturas e abandono de criadouros, passou a formar populações em ambientes naturais de diferentes regiões.
Os pontos centrais do caso são:
Como ela ameaça a fauna nativa?
A rã-touro não escolhe presa com delicadeza. Ela se alimenta de animais menores que consegue capturar, incluindo outros anfíbios, o que pode pressionar espécies locais já sensíveis à perda de habitat.
Além da predação, há competição por abrigo e alimento. Em áreas onde se estabelece, a espécie pode se tornar dominante e reduzir a presença de anfíbios nativos.
Os sinais de risco ambiental incluem:
- Vocalização grave perto de lagoas e áreas alagadas.
- Presença de rãs grandes em propriedades rurais ou periurbanas.
- Relatos repetidos no mesmo corpo d’água.
- Ambientes com peixes, anfíbios e pequenos animais disponíveis.
- Possível área de reprodução em água rasa.
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O que a Floram confirmou sobre o caso?
O caso está sendo tratado como detecção precoce e resposta rápida. Essa estratégia tenta impedir que poucos indivíduos virem uma população estabelecida e difícil de controlar.
Segundo a Prefeitura de Florianópolis, o primeiro registro oficial ocorreu em outubro de 2025, houve captura de 11 espécimes, confirmação em três propriedades e envio dos animais à UFSC para análises.
Como moradores devem agir ao ouvir ou encontrar o animal?
A orientação mais importante é não capturar, matar ou soltar o animal em outro lugar. A rã-touro pode ser confundida com espécies nativas, e uma ação improvisada pode piorar o problema.
O melhor caminho é registrar local, horário, foto ou áudio, se for seguro, e comunicar a ocorrência à equipe ambiental responsável. A informação dos moradores ajuda a mapear focos antes da dispersão.
Quando um barulho estranho vira alerta para a cidade?
A rã-touro invasora mostra que nem toda ameaça ambiental chega como grande desastre. Às vezes, começa com um som incomum vindo de um brejo e alguns registros espalhados em propriedades.
Em Florianópolis, o valor da resposta rápida está em agir antes que a espécie se espalhe. Para o morador, a melhor ajuda não é tentar resolver sozinho, mas transformar curiosidade em informação útil para quem pode manejar o caso com segurança.
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