Flávio nega influência de Eduardo em tarifas contra o Brasil
Senador diz ter atuado junto a Trump para evitar novas taxações sobre empresas brasileiras
O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 18, que as tarifas aplicadas pelo governo americano ao Brasil não podem ser atribuídas ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
Em entrevista à Jovem Pan News, Flávio disse que o irmão atuou apenas para defender a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“Não dá para botar a tarifa na conta do Eduardo. Ele nunca pediu isso no governo americano. Foi uma decisão do próprio Trump que fez isso com diversas com dezenas de outros países com os quais ele botava na mesa a tarifa para alguma espécie de força na hora de negociação. O que o Eduardo foi pedir foi a Magnitsky ao Alexandre de Mores, algo que também não tava no controle do Eduardo. São os critérios da lei americana pelo fato de o Alexandre de Moraes ter perseguido empresas americanas, pessoas físicas americanas, tomar decisões escondidas em secreto fora do processo e tentar fazer com que a eficácia das suas decisões chegassem até os Estados Unidos sem passar pelos pelos meios legais. Por isso ele foi rotulado.”
O parlamentar também comentou o encontro que teve na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. Flávio afirmou ter solicitado que o governo americano classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
“Também pedi para que as empresas brasileiras não fossem taxadas, não fossem tarifadas, porque elas já são muito aqui no Brasil pelo presidente Lula, o governo que mais taxou brasileiros e empresas na história do nosso país, portanto, não mereciam passar por isso novamente. E pedi que ele tivesse paciência, porque a partir de janeiro de 2027, o Brasil teria um presidente da República que sentaria de igual para igual com o presidente Trump e faremos grandes acordos que fossem vantajosos para as ambas as nações, bons, acordos bons pro Brasil, para as empresas brasileiras e que também fossem vantajosos para o lado de lá dos americanos.”
Segundo o senador, ele enviou uma carta a Rubio solicitando que a administração americana não ampliasse as tarifas sobre produtos e empresas brasileiras.
“Agora, o único no Brasil que quer a tarifa é o Lula, porque ele não tá nem aí para as empresas brasileiras. Ele quer usar uma possível tarifação como uma um instrumento eleitoral, como se isso fosse trazer algo positivo para ele e negativo para nós.”
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Joaquim Duran
18.06.2026 21:12E as declarações do Bananinha afirmando o contrário??