Alfredo Gaspar sugere elo entre Wagner e resistência à CPMI
O parlamentar afirma que a verdade começa a aparecer com a PF
O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), que atuou como relator da CPMI do INSS, reagiu à operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e sugeriu que os desdobramentos reforçam suspeitas levantadas durante os trabalhos da comissão parlamentar.
Em publicação nas redes sociais, Gaspar questionou se a resistência enfrentada pela CPMI ao longo das investigações estaria relacionada às conexões identificadas na Bahia e a nomes ligados ao Caso Master.
“Será que foi por isso que, à medida que nosso trabalho avançava, ele tentava impedir as investigações?”, escreveu o parlamentar.
A declaração foi feita após a deflagração da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A ação apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas a personagens investigados no escândalo do Banco Master.
Gaspar também elogiou a atuação do magistrado e defendeu que as investigações avancem sem distinção entre agentes públicos e privados.
“O Brasil não pode aceitar blindagem para político ou para qualquer pessoa”, afirmou.
A operação aprofundou o embate entre oposição e governo no Congresso. Parlamentares oposicionistas passaram a utilizar o caso para defender a ampliação das apurações iniciadas pela CPMI do INSS, enquanto aliados do Planalto sustentam que os investigados terão direito à ampla defesa durante o andamento do processo.
Jaques Wagner nega qualquer irregularidade.
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