Indiano está há 12 anos em pé com a fé de encontrar deus Shiva
A Khada Tapasya é uma forma de austeridade em que o devoto permanece em pé por longos períodos, às vezes por anos, como prova máxima de renúncia e desejo de obter a graça de Shiva.
O vídeo de Dulal Giri Ji Maharaj, um sadhu indiano conhecido por sua prática extrema de Khada Tapasya, reacendeu nas redes brasileiras o interesse por histórias de devoção radical no hinduísmo, ao mostrar um homem que permanece anos em pé, com as pernas gravemente inchadas, em penitência contínua para alcançar a visão de Shiva, misturando fascínio, choque e debate intenso sobre fé, saúde e limites humanos em plena cultura de viralização digital.
O que é Khada Tapasya e por que essa prática de permanecer em pé choca tanto?
A Khada Tapasya é uma forma de austeridade em que o devoto permanece em pé por longos períodos, às vezes por anos, como prova máxima de renúncia e desejo de obter a graça de Shiva.
Dulal Giri Ji Maharaj teria abandonado a universidade para seguir esse caminho radical, dormindo apoiado em estruturas que não permitem deitar, dependendo de voluntários para cuidar das pernas.
Dentro da tradição de tapasya, que abrange atos de sacrifício e autocontrole, a versão em pé é uma das mais brutais para o corpo, afetando circulação, articulações e pele.
A figura de Dulal, com membros escurecidos e deformados, simboliza o limite entre devoção profunda e autodestruição física, despertando tanto admiração quanto repulsa.
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Indiano está há 12 anos de pé tentando encontrar seu deus pic.twitter.com/mpkzQuFqj8
— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) June 17, 2026
Khada Tapasya é comum ou um caso extremo dentro do hinduísmo?
Práticas como a Khada Tapasya não representam a rotina da maioria dos hindus; elas pertencem a um nicho de ascetas e sadhus de ordens monásticas rigorosas.
Para esses renunciantes, o sofrimento contínuo é visto como ferramenta para purificar a mente, enfraquecer desejos materiais e manter foco total em divindades como Shiva.
Mesmo na Índia, histórias de sadhus que passam anos em pé, jejuam com frequência ou vivem em isolamento são tratadas como casos extremos, mais próximos de lendas vivas do que de normas religiosas.
Fieis podem respeitar essas figuras, mas raramente ousam imitar seus votos radicais.
Quais são os danos físicos reais de permanecer anos em pé?
No vídeo, as pernas de Dulal Giri Ji Maharaj aparecem gravemente inchadas, escurecidas e com sinais de lesões, sugerindo problemas severos de circulação, retorno venoso comprometido e possível risco de trombose.
Permanecer em pé por tanto tempo favorece dores crônicas, deformidades articulares e feridas de difícil cicatrização. Relatos mencionam voluntários aplicando pomadas e cremes para aliviar o inchaço, um cuidado paliativo diante de um corpo em colapso lento.
Esse contraste entre fé inabalável e deterioração física extrema provoca reação imediata de médicos, curiosos e críticos da prática ascética radical.
Por que o vídeo de Dulal Giri em pé há 12 anos viralizou tão rápido no Brasil?
A combinação de religiosidade exótica, sacrifício extremo e imagens visualmente chocantes é perfeita para o algoritmo das redes sociais.
O caso de Dulal Giri Ji Maharaj encaixa-se na estética do “não consigo parar de ver”, em que o público oscila entre riso nervoso, espanto e indignação com o que está assistindo.
No Brasil, as reações vão de memes a comentários alarmados sobre saúde e limites da fé, transformando um voto pessoal de ascetismo em entretenimento global.
O episódio revela, de forma crua, como o sofrimento humano pode ser consumido em loop, embalado por legendas irônicas e curiosidade voraz.
Quais temas esse caso levanta nos debates atuais?
A repercussão da Khada Tapasya nas redes e na mídia expõe um choque entre espiritualidade radical, corpo levado ao limite e cultura digital obcecada por histórias extremas.
Abaixo, alguns dos principais pontos que vêm sendo discutidos em análises públicas e acadêmicas:
Assim, a história de Dulal Giri Ji Maharaj se torna símbolo de um tempo em que devoção extrema, colapso do corpo e sede por conteúdo impactante se misturam, levantando a pergunta incômoda: estamos assistindo à fé ou ao espetáculo da autodestruição?
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