Justiça torna Deolane Bezerra e Marcola réus por lavagem de dinheiro do PCC
Influenciadora está presa desde maio após a Operação Vérnix
A Justiça de São Paulo aceitou, nesta quita, 18, a denúncia do Ministério Público e tornou réus a influenciadora digital Deolane Bezerra e o o traficante Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe máximo do PCC, por lavagem de dinheiro da facção criminosa paulista.
O juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau, estendeu a decisão para Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.
A denúncia foi apresentada pelo MP após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar, em 9 de junho, um pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora.
Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix. A influenciadora é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de fazer parte da facção criminosa.
O esquema
Segundo o inquérito, entre 2018 e 2021, Deolane recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar o rastreamento financeiro.
Investigadores identificaram cerca de 50 depósitos em empresas ligadas à influenciadora que somaram aproximadamente R$ 716 mil.
A Polícia Civil afirma não ter encontrado contratos ou registros de prestação de serviços advocatícios que justificassem parte das movimentações financeiras. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões ligados à influenciadora.
A defesa de Deolane afirma que a influenciadora não integra organização criminosa nem praticou lavagem de dinheiro.
Em nota, os advogados classificaram as medidas adotadas pela Justiça como “desproporcionais” e reiteraram “a mais absoluta inocência” da cliente.
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