PT acusa Flávio de fingir apoio ao Bolsa Família
Partido associa fala recente do senador, que disse que o programa é “direito adquirido”, à queda apontada nas pesquisas eleitorais
O Partido dos Trabalhadores divulgou nesta quarta-feira, 17, uma resposta às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o Bolsa Família. O PT classificou a postura do pré-candidato à Presidência como contraditória em relação a manifestações anteriores contrárias ao programa. A sigla associou a mudança de tom a uma retração do bolsonarista nas pesquisas de intenção de voto.
Mudança de discurso
Na segunda-feira, Flávio disse que o Bolsa Família é um “direito adquirido” da população brasileira e como uma forma de “estabilidade para quem já passou fome”.
Defendeu ainda a criação de um mecanismo para estender o tempo em que beneficiários poderiam continuar recebendo parte do valor do programa após conseguirem um emprego formal ou abrirem um negócio próprio.
Atualmente, a regra de proteção permite que o beneficiário receba 50% do valor anterior por até dois anos depois da formalização do trabalho, desde que a renda familiar por pessoa não supere meio salário mínimo. Flávio não detalhou como funcionaria a ampliação desse prazo.
Em vídeo divulgado nesta quarta-feira, o PT reuniu declarações antigas do senador e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nas quais ambos teciam críticas ao programa social.
A peça termina com a frase: “Eles podem até fingir, mas o povo conhece a verdade”, numa referência direta à alteração de discurso de Flávio às vésperas do início oficial da campanha eleitoral deste ano.
Recuo nas pesquisas
Segundo pesquisa Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro registrou queda nas intenções de voto para o primeiro turno da disputa presidencial, passando de 33% no levantamento anterior para 29% na sondagem mais recente, divulgada há uma semana. Lula aparece estável, com 39% das intenções de voto no mesmo cenário.
De acordo com o levantamento, o presidente também mantém vantagem num cenário simulado de segundo turno contra o senador, com 44% das intenções de voto contra 38% do adversário.
A pesquisa indica que a perda de apoio de Flávio se concentra em grupos específicos do eleitorado, entre eles evangélicos, mulheres, jovens e moradores da região Sudeste do país.
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