CCJ pode votar fim da escala 6×1 em julho, diz Marinho
Líder da oposição prevê análise da proposta na comissão nas próximas semanas e alerta para tentativa de votação em plenário antes do recesso
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta terça-feira que a proposta que altera a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1 poderá começar a ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa Alta já em julho.
Durante almoço promovido pelo Instituto Livre Mercado, ao lado do deputado federal Zé Trovão (PL-SC), o senador disse que a matéria ainda não foi distribuída à comissão, mas a expectativa é que o debate ocorra em “1º ou 7 de julho”, com a participação de representantes favoráveis e contrários ao projeto.
Segundo Marinho, caso o texto avance na CCJ, o governo poderá tentar levá-lo ao plenário antes do recesso parlamentar. “Provavelmente no dia 7 de julho ou na última semana antes do recesso”, afirmou, citando os dias 13 e 14 de julho como datas possíveis para a votação final.
Ao comentar o mérito da proposta, o senador classificou a iniciativa como “irresponsável”, “leviana” e “eleitoreira”. Para ele, o governo tenta acelerar uma mudança com potencial de afetar toda a economia sem apresentar estudos de impacto.
Marinho argumentou que a redução da jornada sem redução salarial pode provocar aumento de preços, crescimento da informalidade e incentivo à automação em substituição à mão de obra. Também criticou o fato de o projeto tratar diferentes categorias profissionais sob as mesmas regras.
“O governo não teve o cuidado de fazer o estudo de impacto. Discutir jornada de trabalho é legítimo. O que não é legítimo é fazer isso sem responsabilidade e sem avaliar os impactos para toda a sociedade brasileira”, afirmou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)