São Paulo registra 11º caso de febre amarela em 2026
Vale do Paraíba concentra a maior parte das ocorrências da doença no território paulista neste ano; governo recomenda vacinação
Um morador de Lagoinha, no Vale do Paraíba, tornou-se o 11º paciente diagnosticado com febre amarela em São Paulo neste ano. O homem, de 55 anos, não havia tomado a vacina contra a doença. O caso foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), em uma região que já reúne a maioria dos registros estaduais.
Vale do Paraíba lidera estatísticas
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o Vale do Paraíba soma nove dos onze casos confirmados em 2026, com cinco mortes associadas. As outras ocorrências se dividem entre a região de Sorocaba, com um caso sem óbito, e a região de Bauru, com um caso e uma morte.
Segundo a SES-SP, nenhum paciente diagnosticado ou que morreu pela doença neste ano havia recebido a vacina anteriormente. O órgão mantém vigilância contínua sobre o avanço da enfermidade nas diferentes regiões do estado e pede que casos suspeitos sejam notificados sem demora às unidades de saúde.
Imunização é recomendada antes de viagens
Com a chegada do período de férias escolares, a pasta orienta que a dose seja administrada com antecedência mínima de dez dias em relação à exposição ao risco. A recomendação vale principalmente para quem planeja viagens a áreas rurais, de mata ou com circulação confirmada do vírus.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), Tatiana Lang, disse à Agência SP que “a vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios paulistas. Desde 2019, a imunização é recomendada para toda a população do estado”.
A aplicação é gratuita e faz parte do calendário oficial de imunização. Crianças devem receber a primeira dose aos nove meses, com reforço previsto para os quatro anos de idade. Já indivíduos entre 5 e 59 anos sem comprovante de vacinação recebem dose única.
Quem tomou apenas uma dose antes dos cinco anos precisa de reforço, enquanto pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018 devem verificar a necessidade de complementação na caderneta. Maiores de 59 anos sem comorbidades graves também devem se imunizar caso residam, frequentem ou viajem para áreas com casos confirmados em humanos ou primatas.
A transmissão da febre amarela ocorre por meio de mosquitos infectados, em dois ciclos distintos: o silvestre, com participação dos gêneros Haemagogus e Sabethes, e o urbano, vinculado ao Aedes aegypti. Não há registros de transmissão urbana no Brasil desde 1942, segundo dados da secretaria estadual.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)