Quem possui energia solar em casa deve ficar atento às mudanças no preço da conta de luz
Fio B muda a economia de quem injeta excedente na rede.
A energia solar continua reduzindo a conta de luz, mas a regra de compensação mudou para parte dos consumidores. Em 2026, quem entrou na transição paga parcela maior pelo uso da rede ao compensar excedentes injetados.
Por que a conta de quem tem energia solar pode mudar?
A mudança aparece quando o consumidor gera mais energia do que usa no momento e envia o excedente para a rede da distribuidora. Depois, ele usa créditos para abater consumo em outro horário.
O ponto é que essa rede tem custo de manutenção. A transição criada pelo marco legal passou a cobrar gradualmente uma parte desse uso, reduzindo um pouco a economia final na fatura.

O que é o Fio B na energia solar?
Na energia solar fotovoltaica, o Fio B é a parcela da tarifa ligada à estrutura de distribuição: postes, cabos, transformadores, atendimento, operação e manutenção da rede local.
Mesmo quem gera energia em casa costuma usar a rede à noite, em dias nublados ou quando injeta excedentes. Por isso, a cobrança recai sobre a energia compensada, não sobre a geração consumida instantaneamente.
Os pontos centrais da mudança são:
Quem será mais afetado pela mudança?
O impacto tende a ser maior para quem instalou o sistema depois do início da transição e injeta grande parte da energia na rede, usando créditos em outro horário ou em outra unidade consumidora.
Já quem consome boa parte da energia durante o dia, no próprio imóvel, sente menos. Isso acontece porque o autoconsumo instantâneo não passa pelo mesmo caminho de compensação dos excedentes.
Na prática, merecem atenção:
- Residências que geram muito durante o dia e consomem mais à noite.
- Casas de fim de semana com grande sobra de energia.
- Sistemas dimensionados para enviar excedente quase todos os meses.
- Consumidores em autoconsumo remoto.
- Projetos novos que ainda calculam tempo de retorno do investimento.
O que a ANEEL confirma sobre compensação de energia?
A geração distribuída permite que o consumidor produza energia renovável, injete excedentes na rede e use créditos para compensar consumo depois. Esse mecanismo segue existindo, mas com regras tarifárias diferentes conforme o enquadramento.
A Agência Nacional de Energia Elétrica explica que o Sistema de Compensação de Energia Elétrica permite transformar excedentes em créditos para meses seguintes, com validade de 60 meses.
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Como reduzir o impacto na conta de luz?
A estratégia mais importante é aproximar consumo e geração. Quanto mais energia solar for usada no momento em que é produzida, menor tende a ser a dependência de créditos compensados pela rede.
Também vale revisar o dimensionamento do sistema, acompanhar a fatura e entender se a economia prometida na venda considerou a regra atual de transição.
A energia solar ainda vale a pena com a nova cobrança?
A energia solar ainda pode valer a pena, mas a conta precisa ser mais realista. O ganho não deve ser calculado como se toda energia injetada fosse compensada sem nenhum custo adicional.
Para o consumidor, o melhor caminho é comparar faturas, data de homologação, perfil de consumo e percentual de energia enviada à rede. A mudança não elimina a economia, mas premia quem usa melhor a energia no momento em que o próprio telhado produz.
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