“Atividade política legítima”, diz Valdemar sobre Eduardo Bolsonaro
Ex-deputado foi condenado pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo da tentativa de golpe de Estado, em 2022
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira, 17, que a interlocução de Eduardo Bolsonaro com autoridades, instituições e atores internacionais constitui uma “atividade política legítima” exercida por representantes eleitos.
Em nota oficial, o dirigente partidário manifestou solidariedade ao ex-deputado, condenado na terça, 16, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo da tentativa de golpe de Estado, em 2022.
“O Partido Liberal manifesta sua total solidariedade ao deputado federal Eduardo Bolsonaro diante da decisão da Primeira Turma do STF.
Recebemos com preocupação mais um episódio que reforça a percepção de perseguição política contra uma das principais lideranças da direita brasileira.
A atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos sempre teve caráter político e institucional, não havendo qualquer irregularidade em suas ações. O Partido Liberal entende que a interlocução com autoridades, instituições e atores internacionais integra a atividade política legítima exercida por representantes eleitos.
Neste momento, reafirmamos nossa confiança em Eduardo Bolsonaro, em sua trajetória pública e na legitimidade de sua atuação, certos de que a a história e os fatos demonstrarão a integridade de sua conduta.”
A condenação de Eduardo Bolsonaro
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pela prática do crime de coação no curso do processo.
O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou para condenar o parlamentar e foi acompanhado por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Os ministros entenderam que Eduardo articulou ameaças relacionadas à imposição de sanções pelos Estados Unidos contra magistrados e contra o próprio Brasil, com o objetivo de evitar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados na ação penal 2.668 – que apurou a atuação do “núcleo 1” na tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ao votar, Moraes afirmou que “o réu faz questão de se evadir da Justiça“ e que o ex-deputado tem “total conhecimento” da acusação contra ele na ação penal.
Eduardo foi condenado a uma pena de quatro anos e dois meses em regime semiaberto. Ele também fica impedido de disputar eleições por até oito anos.
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