A Cidade dos Exageros a 100 km de São Paulo guarda uma rocha de 280 milhões de anos e o sobrado onde nasceu a República
Geologia e história se encontram na Cidade dos Exageros perto de SP
Um orelhão de sete metros e um semáforo gigante recebem quem chega ao centro de Itu. Por trás da brincadeira que virou marca nacional, a cidade paulista guarda mais de 400 anos de história colonial e um dos sítios geológicos mais raros da América do Sul.
De onde vem a fama de cidade onde tudo é grande?
A fama nasceu na televisão, nos anos 1960, quando o humorista Simplício, natural da cidade, contava em rede nacional que em Itu tudo tinha dimensões colossais. A piada pegou, e o município, fundado em 1610, decidiu levar o exagero a sério: instalou orelhão e semáforo gigantes na Praça da Matriz e transformou o folclore em atração turística permanente.
Hoje a marca convive com bons indicadores de moradia. Com cerca de 175 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Itu tem Índice de Desenvolvimento Humano elevado e economia diversificada entre indústria, comércio e turismo. O custo de vida equilibrado e os aluguéis mais baixos que os da capital atraem quem busca infraestrutura de cidade grande com ritmo de interior.

Por que Itu é chamada de Berço da República?
Porque foi ali que o movimento republicano deu seus primeiros passos. Em 18 de abril de 1873, um sobrado do centro recebeu a reunião que estruturou o Partido Republicano Paulista, evento conhecido como Convenção de Itu. O prédio hoje abriga o Museu Republicano, ligado à Universidade de São Paulo, com acervo que inclui objetos do ituano Prudente de Moraes, primeiro presidente civil do Brasil, segundo a Prefeitura de Itu.
O título de Estância Turística reforça esse cuidado com a memória. A condição, concedida pelo estado de São Paulo, garante verba específica para o turismo e ajuda a manter o casario colonial e o conjunto de museus do centro histórico.

O que fazer na cidade dos exageros?
O roteiro mistura história, geologia rara e o humor que virou marca. Boa parte fica concentrada no centro e arredores.
- Parque Geológico do Varvito: monumento natural com rochas sedimentares de cerca de 280 milhões de anos, vestígios de uma era glacial. É tombado pelo Condephaat e considerado a mais importante exposição do tipo na América do Sul.
- Praça dos Exageros: parque temático com objetos ampliados e o boneco de Simplício em tamanho gigante.
- Museu Republicano: o sobrado da Convenção de 1873, marco do fim do Império.
- Museu da Energia: prédio do século XIX revestido de azulejos portugueses, com acervo sobre a história da eletricidade.
- Parque Maeda: área de lazer com pesca, arvorismo e forte presença da cultura japonesa.
O Trem Republicano, que liga Itu à vizinha Salto, completa o passeio com um trajeto histórico sobre trilhos.
Quem planeja viajar e quer saber o que fazer no interior paulista, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Andarilhas, onde a apresentadora mostra as atrações da cidade dos exageros, o Parque Varvito e museus em Itu – SP:
Que tipo de clima esperar em cada estação?
O clima é quente e úmido no verão e ameno no inverno, típico do interior paulista. As chuvas se concentram entre dezembro e março; os meses frios são secos, com manhãs frescas boas para caminhar pelo centro.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
A 100 km da capital pela Castelo Branco
Itu fica na Região Metropolitana de Sorocaba, a cerca de 100 km de São Paulo e 50 km de Campinas. O acesso principal é pelas rodovias Castelo Branco e Santos Dumont, o que facilita tanto o turismo de fim de semana quanto o deslocamento de quem trabalha na região.
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Venha medir os exageros de perto
Itu une o que parece não combinar: o humor dos objetos gigantes, a seriedade de ter abrigado o nascimento da República e uma rocha mais antiga que os dinossauros. Tudo isso a uma hora e meia da capital paulista.
Você precisa tirar foto no orelhão gigante e depois caminhar pelo Varvito para sentir o tamanho real do tempo.
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