PF vê risco de obstrução e pede prisão de Felipe Vorcaro
Em manifestação ao STF, investigadores citam fuga antes de ação policial, recusa em desbloquear celulares e novas movimentações financeiras após o avanço da Operação Compliance Zero
A fuga de um imóvel em Trancoso às vésperas de uma ação policial e a recusa em desbloquear celulares apreendidos estão entre os argumentos usados pela Polícia Federal (PF) para defender a manutenção da prisão de Felipe Vorcaro. Em manifestação enviada ao STF, os investigadores afirmam haver risco de obstrução da investigação e de continuidade das condutas sob apuração.
No pedido de prorrogação da prisão temporária, a PF afirma que Vorcaro deixou um imóvel na Bahia poucos minutos antes do cumprimento de medidas judiciais, levando consigo, de forma seletiva, aparelhos telefônicos e equipamentos eletrônicos. Já durante a prisão, em Nova Lima (MG), o empresário teria se recusado a fornecer as senhas de dois iPhones apreendidos.
Para os agentes da PF, conforme consta no documento enviado ao STF, o comportamento do investigado revela uma “concreta intenção de frustrar a atividade investigativa e ocultar elementos probatórios”. A corporação também sustenta que, mesmo após se tornar alvo da Operação Compliance Zero, Vorcaro permaneceu “engajado na prática de operações financeiras atípicas e altamente suspeitas”.
A PF argumenta ainda que há indícios de “continuidade delitiva” e de adoção de estratégias destinadas a “contornar o escrutínio estatal”. Com base nesses elementos, pediu ao Supremo a prorrogação da prisão temporária enquanto avança na análise dos celulares apreendidos e de um relatório do Coaf que aponta movimentações suspeitas de 18,4 bilhões de reais envolvendo pessoas e empresas ligadas ao grupo investigado.
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