Ator diz que ‘The Office’ seria inviável em 2026
Rainn Wilson, o Dwight Schrute, defende humor sem limites e avalia que personagens da sitcom não seriam compreendidos como caricaturas
O ator americano Rainn Wilson, o Dwight, de The Office (versão americana), exibida pela NBC entre 2005 e 2013, disse que a sitcom não teria condições de ser produzida hoje.
Em entrevista à Fox News, Wilson afirmou sentir falta da liberdade que a série tinha para explorar situações consideradas politicamente incorretas — e reconheceu que personagens como Michael Scott e Dwight Schrute, que ele mesmo interpretou ao longo de 201 episódios, não seriam tolerados pelo público contemporâneo.
Personagens como espelho de uma era
Wilson avaliou que o humor da série dependia da ausência de autocrítica dos protagonistas: “Nós exploramos isso para muitas coisas ótimas, realmente inapropriadas”, disse o ator.
Para ele, mesmo que Michael e Dwight fossem retratados como figuras ridicularizadas por suas próprias atitudes, esse recurso narrativo não encontraria espaço em 2026.
A avaliação não é nova. Em setembro de 2025, em participação no podcast The Last Laugh, Wilson já havia descrito a série como capaz de ser ofensiva de forma “de deixar o queixo caído”.
Na ocasião, citou um episódio específico: “O episódio de Natal no Benihana, em que Michael e Andy desenham com uma caneta permanente em uma das mulheres asiáticas que eles trouxeram de volta para a festa de Natal, é algo meio horrível de deixar o queixo caído”.
Crítica social ou limite ultrapassado?
Segundo declarações do ator à Fox News, The Office era “uma série baseada em pessoas sem noção, insensíveis, racistas e sexistas, que de certa forma espelha os Estados Unidos de muitas maneiras”. A afirmação coloca o debate em dois planos: o da intencionalidade artística — usar o preconceito dos personagens como objeto de crítica — e o do impacto efetivo sobre o público.
Wilson não se posicionou contra a série, mas reconheceu os limites do argumento de que o ridículo dos personagens neutralizaria o conteúdo sensível.
Franquia segue ativa
A discussão ocorre em paralelo à expansão do universo da produção original. Em setembro de 2025, o Peacock, serviço de streaming da NBC, lançou The Paper, derivação da série que acompanha a rotina de um jornal em crise no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
O elenco inclui Domhnall Gleeson, Sabrina Impacciatore e Oscar Nuñez, entre outros. Uma segunda temporada está prevista ainda este ano.
A estreia do spin-off indica que, mesmo diante das ressalvas de Wilson, o formato segue com apelo comercial — ainda que sob novos parâmetros criativos.
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Comentários (1)
Fabio
16.06.2026 00:28Por isso que de vez em quando ainda assisto, pois boa parte do que é produzido hoje é intragável.