Caiado diz ser o nome mais competitivo para enfrentar Lula no segundo turno
Ex-governador comenta queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e se apresenta como alternativa ao petista
O ex-governador e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD-GO) evitou atribuir diretamente a queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas presidenciais ao vazamento de áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao ser questionado sobre o tema, Caiado afirmou que o episódio já foi explicado pelo senador, mas sugeriu que a repercussão pode ter influenciado seu desempenho nas sondagens eleitorais. Em entrevista, aproveitou para defender que sua candidatura é a mais competitiva para enfrentar o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno.
“Olha, ele já tentou explicar isto aí, porque eu acho que este lado, sem dúvida alguma, foi o que a pesquisa demonstrou que levou ele à queda. (…) O que ocorreu foi que, no decorrer desse período, o Flávio perdeu o espaço no segundo turno para a candidatura do Lula.
Então, isto aí é o que a população deve estar analisando neste momento. Porque se o adversário é o Lula, se o adversário no Brasil é o Lula, nós precisamos de ter um candidato que chegue no segundo turno em condições de poder enfrentá-lo e poder ganhar. Qual é o candidato que se aproxima mais do Lula no segundo turno? É a minha candidatura. (…) Hoje, a nossa candidatura é a que vai, cada vez mais, mantendo a sua posição de ter ali a condição de enfrentar o Lula e o PT e ganhar as eleições nos segundo turno”, disse em entrevista.
Rejeição
A nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 15, aponta um cenário mais difícil para Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026.
O senador aparece atrás de Lula (PT) tanto no primeiro quanto no segundo turno e viu a vantagem do petista crescer em relação à rodada anterior, sinalizando maior resistência do eleitorado ao principal herdeiro político do bolsonarismo.
No cenário principal de primeiro turno, Lula lidera com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. O petista mantém vantagem expressiva entre mulheres, idosos, eleitores de baixa renda e moradores do Nordeste, enquanto o senador concentra apoio entre evangélicos, trabalhadores formais e eleitores de renda mais alta.
Os recortes demográficos ajudam a explicar a distância entre os dois. Lula alcança 59% no Nordeste, contra apenas 22% de Flávio. Entre os beneficiários do Bolsa Família, o petista chega a 62%, enquanto o senador registra 20%. Já Flávio lidera entre evangélicos, com 48% das intenções de voto, e entre os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, onde marca 39%, ante 36% de Lula.
O cenário fica ainda mais desafiador para o senador no segundo turno. No confronto direto, Lula passou de 47% para 49% entre maio e junho, enquanto Flávio recuou de 45% para 43%. A diferença, que era de dois pontos, passou para seis pontos em favor do presidente.
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