Bruce Springsteen quer entender eleitor de Trump
Cantor recebeu prêmio de direitos humanos no Festival de Tribeca 2026 e falou sobre o papel do artista na sociedade
Bruce Springsteen declarou querer encontrar um “terreno comum” com parcela do público que se distanciou dele em razão de seus posicionamentos políticos.
Segundo a Rolling Stone, a declaração foi feita durante o Festival de Cinema de Tribeca 2026, onde o músico recebeu o prêmio Harry Belafonte Voices for Social Justice, distinção concedida a artistas e figuras públicas que utilizam sua visibilidade para defender direitos humanos e igualdade.
A entrega do troféu contou com a presença do vocalista do U2, Bono Vox, responsável por entregar o prêmio a Springsteen. O cineasta Robert De Niro, cofundador do Festival de Tribeca, fez o discurso de abertura da cerimônia.
A cantora e compositora Patti Smith também participou do evento, ao lado de Springsteen e Bono, para uma apresentação conjunta de “People Have the Power”, canção que fala sobre o senso coletivo e a transformação social.
Posição política e tensão com o público
Em conversa com Bono durante o festival, Springsteen foi questionado sobre o impacto de suas opiniões na relação com os fãs. Ele respondeu que é necessário equilibrar convicção e diálogo: “Você precisa fazer duas coisas. Você se posiciona e segue suas crenças”, afirmou.
Segundo o cantor, é preciso “ter fé nessas crenças, acreditar que elas serão explicáveis e compreensíveis para seus concidadãos” e encarar a América como “um campo de discussão, um lugar de constante compromisso”.
Springsteen também rejeitou o rótulo de ativista. “Acho que, no máximo, sou um cidadão preocupado”, disse. “Canto minhas músicas, digo algumas coisas e desejo o melhor, sabe, ajudo as pessoas um pouquinho aqui e ali”.
Críticas ao governo e resposta de Trump
O músico tem adotado postura crítica em relação à administração Trump em diferentes frentes. Após a morte de Alex Pretti, em janeiro de 2026, em Minneapolis, lançou a música “Streets of Minneapolis”, descrita como um protesto contra “os capangas federais de Trump”.
Em shows, manifestou apoio ao movimento “No Kings” e falou sobre o desmonte da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Elon Musk, além de criticar decisões da Suprema Corte relacionadas à Lei dos Direitos de Voto.
O presidente Donald Trump respondeu publicamente às críticas, chamando Springsteen de “um idiota arrogante e desagradável” e “um roqueiro sem graça”. A Casa Branca também se manifestou, afirmando que o artista teria “um caso grave de Síndrome de Transtorno de Trump que apodreceu seu cérebro”.
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