A cidade feita para milionários chineses virou um cemitério de luxo com mansões vazias, resort mofado e suítes intocadas
O complexo abandonado revela como projetos criados para simbolizar riqueza podem virar ruínas quando a demanda nunca aparece
Imagine um lugar construído para receber os chineses mais ricos do país, com mansões, jardins artificiais, lagos e um resort cinco estrelas pronto para milhares de hóspedes. Agora imagine esse mesmo lugar quase completamente vazio, tomado pelo mofo, pela poeira e pela vegetação. Essa é a realidade de uma das maiores cidades fantasmas da Ásia, criada na China durante o auge da bolha imobiliária e que hoje serve como retrato do excesso e do fracasso de megaprojetos voltados para a elite.
O que era essa cidade planejada para milionários
O complexo foi projetado para ser uma cidade de luxo voltada exclusivamente para chineses de alto poder aquisitivo, com capacidade para receber mais de 300 mil moradores. A localização, próxima a Pequim e Tianjin, reforçava a ideia de uma região associada a prestígio, bem-estar e exclusividade.
A proposta incluía mansões, vilas privadas, jardins, lagos artificiais e áreas de lazer pensadas para criar um verdadeiro estilo de vida de elite. No centro de tudo, estava o resort cinco estrelas, idealizado como a peça principal do megaprojeto.

Como era o resort que deveria ser o símbolo do projeto
Inaugurado em 2008, o hotel foi apresentado como um destino internacional de luxo e bem-estar, projetado para receber até 1.600 hóspedes simultaneamente. A estrutura era gigantesca e contava com diversos espaços dedicados ao conforto e à exclusividade. Veja alguns números e estruturas que marcavam o empreendimento:
| Estrutura | Destaque do empreendimento |
|---|---|
| Suítes premium | Hospedagem de alto padrão O espaço conta com cerca de 80 suítes premium, muitas delas com mais de 70 metros quadrados. |
| Eventos corporativos | Estrutura empresarial São 25 salas de reuniões preparadas para receber encontros, conferências e eventos corporativos. |
| Área para eventos | Grande capacidade O empreendimento reúne mais de 5.000 metros quadrados dedicados à realização de eventos. |
| Salão principal | Até quase 2.000 pessoas O salão principal tem capacidade para receber quase 2.000 pessoas em grandes ocasiões. |
| Lazer e bem-estar | Experiência completa A estrutura inclui piscinas, spa, área de águas termais e jardins exclusivos para os hóspedes. |
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Por que o megaprojeto acabou fracassando
O hotel dependia diretamente do sucesso da cidade planejada ao redor dele. Como o entorno nunca se consolidou e as casas permaneceram sem moradores, o resort perdeu sua função original e parte significativa do complexo foi abandonada.
O que era para ser um símbolo de riqueza e modernidade acabou se transformando em um exemplo claro de desperdício, com estruturas que nunca chegaram a ser utilizadas plenamente. Jornais antigos encontrados no local, incluindo um exemplar de 2015, sugerem que partes do complexo estão abandonadas há pelo menos dez anos.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Kibara explorando a cidade fantasma feita para milionários.
O contraste entre luxo intacto e abandono total
Mesmo após anos de abandono, algumas suítes ainda preservam móveis, camas enormes, jacuzzis externos e cortinas do teto ao chão, em perfeito estado. Em alguns quartos, os colchões continuam plastificados e há televisores ainda dentro das caixas, nunca instalados.
As cozinhas profissionais também impressionam pela escala, com fogões industriais, estruturas para preparo de wok e equipamentos que podem custar milhares de euros, todos parados sem uso. Já uma das salas de eventos chama atenção por sua decoração inspirada no Egito Antigo, com colunas, hieróglifos, cúpula e lustres ainda cobertos por plástico de proteção.
O que ainda funciona dentro desse gigante abandonado
Apesar de toda a deterioração, parte do hotel continua operando e ainda é possível reservar um quarto e se hospedar dentro do complexo. Esse contraste entre uma ala funcional e dezenas de outras completamente abandonadas torna a experiência ainda mais impactante para quem visita o local.
Histórias como essa mostram como projetos megalomaníacos, criados para durar gerações e simbolizar riqueza eterna, podem se transformar rapidamente em ruínas modernas quando a economia não acompanha o sonho. Fica a reflexão sobre até onde vale a pena construir para um futuro que pode nunca chegar, e o que será feito de tudo isso daqui para frente.
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