Autônomos e MEIs: como pagar as guias corretamente para não perder anos de contagem na sua aposentadoria
O erro bobo que faz o trabalhador autônomo e o MEI perderem tempo de INSS
Quem trabalha por conta própria pode acabar trabalhando de graça para o governo e perder anos de contagem na sua aposentadoria se errar o código da guia mensal. O sistema da Previdência Social separa os tipos de contribuição por alíquotas que mudam totalmente as regras do seu benefício final.
Por que o pagamento padrão do MEI não conta como tempo de contribuição?
O Microempreendedor Individual faz o pagamento mensal da sua guia DAS com uma alíquota reduzida de apenas 5% sobre o valor do salário-mínimo de R$ 1.621,00. Esse valor em conta garante proteção para auxílio-doença, salário-maternidade e a aposentadoria comum por idade aos 65 anos para homens e 62 para mulheres.
O grande problema é que esse imposto reduzido de R$ 81,05 deixa você de fora das regras de transição por tempo de serviço. Se você passou anos trabalhando registrado em empresas antes de abrir a sua microempresa, esse período antigo fica travado no sistema se você não fizer a complementação.

Como funciona o plano simplificado de 11% para o trabalhador autônomo?
O profissional que atua como contribuinte individual e não tem CNPJ pode escolher o plano simplificado pagando o valor fixo de R$ 178,31 por mês. Essa alternativa utiliza o código de pagamento 1163 na Guia da Previdência Social emitida pelo aplicativo oficial.
Assim como acontece com os microempreendedores, essa escolha mais barata limita o benefício ao piso nacional de um salário-mínimo. O trabalhador economiza no boleto agora, mas abre mão de somar os meses para antecipar a sua saída do mercado de trabalho por tempo de serviço.
O que fazer para validar todo o histórico profissional no cálculo final?
Abaixo mostramos as atitudes para você blindar o seu direito e salvar o seu histórico de trabalho.
- Gere uma guia complementar do INSS com a alíquota extra de 15% usando o código 1910 no sistema.
- Escolha o plano normal de 20% sobre os seus ganhos reais se você deseja receber um benefício acima do piso.
- Consulte o extrato do Cadastro Nacional de Informações Sociais pelo menos uma vez por ano para checar falhas.
- Pague os seus boletos rigorosamente até o dia 15 de cada mês para evitar juros de mora acumulados.

Qual a melhor estratégia para quem deseja receber um benefício maior?
Para quem busca segurança e quer se aposentar recebendo mais do que o salário base, o único caminho viável é contribuir na alíquota cheia de 20%. Essa porcentagem pode incidir sobre qualquer valor declarado entre o piso e o teto do órgão federal, que atinge a marca de R$ 8.475,55.
Fazer esse investimento mensal maior exige planejamento financeiro detalhado, mas garante o direito de entrar em todas as regras de transição da reforma da previdência. Coloque os seus gastos mensais na ponta do lápis e faça simulações na plataforma digital oficial antes de escolher o seu código definitivo.
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