Justiça mantém prisão de homens após morte em salto de rope jump
Polícia aponta falha na checagem dos equipamentos antes do salto que matou Maria Eduarda em Limeira
A Justiça manteve presos os três homens suspeitos de homicídio com dolo eventual pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva neste domingo, 14, durante audiência de custódia.
Com a decisão, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra permanecerão presos por tempo indeterminado. Eles são suspeitos de terem ignorado procedimentos de segurança antes do salto.
Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros, da Ponte do Esqueleto, sem estar conectada à corda principal de segurança.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento do salto e, logo depois, pessoas gritando: “gente, a corda”.
Falha na segurança
Segundo a Polícia Civil, a corda que deveria sustentar a queda da vítima ficou enrolada no chão da plataforma. Testemunhas relataram que os instrutores não realizaram a checagem final dos equipamentos antes do salto.
Em depoimento, os três suspeitos não souberam explicar o motivo do erro.
A delegada Andréa Dantas Levy afirmou que eles disseram não se lembrar de quem era a responsabilidade pela instalação da corda nem por que a conferência final não foi feita.
A investigação também aponta que o grupo não possuía autorização formal para realizar a atividade no local. De acordo com a polícia, os organizadores eram praticantes que promoviam eventos de rope jump em diferentes cidades.
“Pelo que eu apurei em sede de declaração, não existe uma empresa. É um grupo de pessoas que se conheceram através desse esporte, que acabou se reunindo e, aproximadamente há um ano, fazem esse evento em vários destinos, não só aqui em Limeira. E acabou acontecendo essa fatalidade em razão, na minha percepção, de uma falha de não verificar, não fiscalizar a colocação da corda no salto da vítima”, afirmou Andréa à TV Globo.
Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda havia se formado em Educação Física e Gestão Esportiva. Pouco antes do salto, ela publicou nas redes sociais a mensagem: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
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