Quanto um pedreiro, um eletricista e um encanador cobram pela mão de obra em junho de 2026?
Valores de diária e hora de pedreiro, eletricista e encanador em junho de 2026
Quem está planejando uma reforma ou construção em junho de 2026 precisa saber: os valores de mão de obra subiram cerca de 10% nos últimos 12 meses, segundo o SINAPI, sistema oficial de custos da construção civil mantido pela Caixa Econômica Federal e pelo IBGE. Um pedreiro cobra entre R$ 183 e R$ 460 por dia, dependendo da região e do serviço; um eletricista pode chegar a R$ 255 por hora; e um encanador fecha a diária em torno de R$ 285.
Por que os preços de mão de obra subiram tanto em 2026?
Dois fatores concentram a alta registrada neste ano. O primeiro foi o reajuste do salário mínimo em janeiro de 2026, que afeta diretamente o piso de todas as categorias da construção civil. O segundo foi a reoneração da folha de pagamento das construtoras, que voltou a incidir em 10% sobre o custo da mão de obra formalizada a partir de janeiro, elevando o custo total do contratante.
Segundo dados do IBGE via SINAPI, a mão de obra acumulou alta de 10,03% nos últimos 12 meses até fevereiro de 2026, enquanto os materiais subiram em ritmo menor. Isso significa que o componente humano de uma obra está encarecendo mais rápido do que o componente físico, o que impacta principalmente reformas pequenas, onde a mão de obra representa a maior parte do custo.

Quanto cobra um pedreiro em junho de 2026?
Os valores variam conforme o tipo de serviço, o regime de contratação (diária ou empreitada) e a localização da obra. As faixas de referência para junho de 2026, estimadas com base nos dados de maio com reajuste mensal de 1 a 2%, são:
Quanto cobram eletricista e encanador em junho de 2026?
Diferente do pedreiro, que costuma trabalhar por diária ou empreitada por m², o eletricista e o encanador geralmente cobram por hora ou por serviço fechado. Isso torna o orçamento mais variável e exige maior atenção do contratante.
Para o eletricista, a hora de serviço em junho de 2026 varia de R$ 82 a R$ 153 para serviços comuns como troca de tomadas, instalação de interruptores e passagem de fios. Para serviços especializados, como instalação de quadros de distribuição, automação elétrica ou projetos trifásicos, o valor pode chegar a R$ 255 por hora. A visita técnica isolada, sem execução de serviço, custa entre R$ 183 e R$ 357 dependendo da cidade.
Para o encanador, a hora de trabalho gira em torno de R$ 71 e a diária completa fica em torno de R$ 285. Por serviço fechado: troca de torneira entre R$ 327 e R$ 388; registro embutido chega a R$ 612 incluindo mão de obra.

Como o SINAPI calcula o custo de mão de obra para uma casa inteira?
O SINAPI é a referência oficial do governo federal para todos os contratos públicos de construção civil no Brasil. Segundo os dados de fevereiro de 2026, divulgados pela Caixa Econômica Federal e pelo IBGE, o custo médio nacional de mão de obra para construção residencial é de R$ 839,92/m², com estimativa de R$ 850 a R$ 855/m² para maio e junho de 2026 após o reajuste acumulado.
A tabela abaixo resume os valores por profissional e tipo de serviço, com base nas referências de maio de 2026 e projeção para junho:
| Profissional e serviço | Valor estimado (jun/2026) | Referência |
|---|---|---|
| Pedreiro — diária (cidades menores) Serviços gerais de alvenaria e acabamento | R$ 183 a R$ 255/dia | SINAPI/mercado |
| Pedreiro — diária (capitais) SP, RJ, BH e outras capitais | R$ 255 a R$ 460/dia | +15–25% regional |
| Eletricista — hora (serviços comuns) Tomadas, interruptores, passagem de fios | R$ 82 a R$ 153/h | SINAPI/mercado |
| Eletricista — hora (especializado) Quadros, automação, instalações trifásicas | Até R$ 255/h | Alta variação |
| Encanador — diária Serviços gerais de hidráulica | ~R$ 285/dia | SINAPI/mercado |
O que fazer antes de contratar para não pagar mais do que deveria?
A diferença entre um orçamento bem feito e um mal feito pode representar 30% ou mais do custo total de uma reforma. Antes de assinar qualquer contrato, alguns cuidados práticos ajudam a evitar surpresas.
O primeiro é pedir ao menos três orçamentos detalhados para o mesmo serviço, especificando materiais, prazo e forma de pagamento. O segundo é verificar se o profissional tem registro no CREA (para engenheiros e técnicos) ou comprovante de atuação na área, especialmente para eletricistas e encanadores, onde erros de execução geram riscos reais de segurança. E o terceiro é separar no orçamento o custo da mão de obra do custo dos materiais: contratos que misturam os dois itens dificultam a conferência do que está sendo pago e para quê. Os valores apresentados neste artigo são estimativas de mercado baseadas no SINAPI e podem variar conforme cidade, complexidade do serviço e negociação direta com o profissional.
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