Crusoé: STF reage à decisão da Justiça da Itália sobre Zambelli
Ao divulgar os motivos para a não extradição da ex-deputada, a Corte afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, atuou simultaneamente como “vítima” e “juiz”
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, reagiu nesta sexta-feira, 12, à Justiça da Itália, que, ao divulgar os motivos para a não extradição de Carla Zambelli, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atuou simultaneamente como “vítima” e “juiz”.
Em nota, Fachin reafirmou a “independência e imparcialidade” da Corte no julgamento, dizendo acompanhar com preocupação a decisão “em matéria relacionada à cooperação jurídica entre os dois países”.
Fachin alegou ainda que a denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo, “que referendou as decisões monocráticas do eminente Relator, Ministro Alexandre de Moraes, e entendeu presentes os requisitos para o exercício da ação penal”.
Posteriormente, a a ação penal foi julgada “integralmente procedente pela turma, novamente por unanimidade, inclusive afastando por decisão colegiada a suspeição suscitada”.
Leia a nota na íntegra:
“O Supremo Tribunal Federal reafirma sua independência e imparcialidade no julgamento da Ação Penal nº. 2.428/DF. O processo e seus atos transcorreram em estrita observância à Constituição da República, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro.
Por isso, a Presidência do Supremo Tribunal Federal acompanha com preocupação a recente decisão proferida pela justiça italiana em matéria relacionada à cooperação jurídica entre os dois países, ressaltando que esta Corte vem atuando com marcante deferência aos Estados estrangeiros quando examina pedidos de extradição.
No caso em questão, foi oferecida denúncia pela Procuradoria-Geral da República pela prática de crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma, que referendou as decisões monocráticas do eminente Relator, Ministro Alexandre de Moraes, e entendeu presentes os requisitos para o exercício da ação penal. Após instrução, sempre plenamente observado o devido processo legal…
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Comentários (3)
JOSE REIS
13.06.2026 01:54Este STF é mesmo uma piada! O mesmo argumento usado pelo Fachin para alegar que houve imparcialidade por parte do ministro Alexandre de Moraes, não foi levado em consideração por eles mesmos quando anularam todos os processos da lava-jato quando alegaram que o então juiz Sérgio Moro não foi imparcial. Todos os julgamentos do então juiz foram confirmados por unanimidade na 2a. Instância e no STJ. Estou com nojo deste arremedo de tribunal. Também pudera, os que lá estão foram nomeados por nossos "nobres" políticos, não poderiam ser coisa melhor. Uma vergonha!
Marian
12.06.2026 17:48Foi o entendimento de uma Côrte Superior. Não há hierarquia.
Claudemir Silvestre
12.06.2026 14:54HAHAHA … Levaram uma liçao sobre como fazer justiça e NÃO serem Justiceiros !!!!