Multa de R$ 130 e pontos na carteira para o motorista que espirrar água da poça em pedestres durante a chuva
Regra pouco lembrada em dias de chuva pode gerar autuação quando o condutor passa pela poça sem reduzir.
A multa por poça aparece em uma regra pouco lembrada do trânsito brasileiro e pode atingir motoristas em dias de chuva. O problema ocorre quando o veículo lança água ou detritos sobre pedestres por falta de cuidado, especialmente em ruas com acúmulo próximo à calçada.
O que diz o CTB sobre a multa por poça?
O Código de Trânsito Brasileiro trata essa conduta como infração de trânsito. O Artigo 171 pune o uso do veículo para arremessar água ou detritos sobre pedestres, ciclistas ou outros veículos durante a circulação.
Na prática, a chuva não justifica a manobra quando o motorista poderia reduzir a velocidade. A infração costuma ser associada a poças próximas à calçada, pontos de ônibus, faixas de pedestres e ruas com acúmulo de água.

Qual é o valor da multa e quantos pontos entram na CNH?
O Artigo 171 do CTB da Presidência da República enquadra a conduta como infração média. Em 2026, esse tipo de autuação gera multa de R$ 130,16 e registro de 4 pontos na carteira.
Embora o valor não esteja entre os mais altos do trânsito, a pontuação pode pesar para quem já acumula outras infrações. Por isso, o descuido em uma poça pode ter efeito maior do que o motorista imagina.
Na tabela abaixo, veja o resumo da penalidade prevista:
Passar em poças d’água — o que diz o Código de Trânsito
| Conduta | Classificação | Consequência |
|---|---|---|
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🚶 Arremessar água sobre pedestre
|
Infração média | R$ 130,16 e 4 pontos |
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🚗 Arremessar detritos sobre outro veículo
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Infração média | R$ 130,16 e 4 pontos |
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✅ Reduzir antes da poça
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Conduta preventiva | Evita autuação e risco |
A infração não exige intenção — basta que a água ou detrito atinja pedestre ou veículo. Reduzir a velocidade antes de poças é a forma mais simples de evitar multa, pontuação na CNH e possível responsabilização civil.
Quando o motorista pode ser autuado na chuva?
A autuação depende da constatação da conduta pelo agente de trânsito ou por meio aceito pela fiscalização. O ponto central é demonstrar que o veículo projetou água ou detritos sobre alguém em situação que poderia ser evitada.
Isso não significa que toda rua alagada gera multa automática. A análise pode considerar velocidade, proximidade de pedestres, tamanho da poça, visibilidade, local da ocorrência e comportamento do condutor diante da condição da via.
Algumas situações aumentam o risco de enquadramento:
- passar rápido por poças perto da calçada;
- acelerar ao lado de ponto de ônibus;
- atingir pedestres em faixa de travessia;
- lançar água sobre ciclistas ou motociclistas;
- ignorar trechos alagados em ruas estreitas.
É possível recorrer da multa por molhar pedestres?
Sim. O motorista pode apresentar defesa prévia e recurso administrativo, como ocorre em outras infrações de trânsito. Para isso, deve observar dados como local, horário, enquadramento, placa, descrição do fato e identificação do agente autuador.
O recurso pode apontar erro formal, inconsistência na descrição ou ausência de elementos mínimos para sustentar a autuação. Ainda assim, quando a infração é bem registrada, a defesa tende a depender de argumentos objetivos e documentação adequada.
Leia também: Motorista que não conhece o art. 208 do CTB pode tomar multa no farol sem nem perceber
Como evitar punição em dias de temporal?
A medida mais simples é reduzir antes de passar por água acumulada, principalmente perto de calçadas e pontos de ônibus. Essa conduta evita o jato de água, preserva pedestres e reduz o risco de perder o controle do veículo.
Além da multa, dirigir rápido em piso molhado aumenta a distância de frenagem e pode esconder buracos sob a água. Portanto, a direção preventiva protege a CNH, o bolso e a segurança de quem divide a rua.
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