EUA lançam nova onda de ataques contra “múltiplos alvos” no Irã
Comando Central fez anúncio em postagem no X
O perfil oficial do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou nesta quarta-feira, 10, o início de uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã.
Os alvos atingidos ainda não foram confirmados. A mídia iraniana noticiou explosões na manhã de quinta, 11, no sul do país, próximo ao Estreito de Ormuz. Explosões foram ouvidas na cidade portuária de Bandar Abbas, na ilha de Qeshm e nas cidades de Minab e Sirik.
“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa hoje às 17h15 ET contra múltiplos alvos no Irã, por ordem do Comandante em Chefe. Os ataques são em resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”, diz a publicação.
Os ataques já tinham sido antecipados pelo presidente americano, Donald Trump, na manhã desta quarta.
“Vamos ver o que acontece, mas atacamos com força ontem e vamos atacá-los com força novamente hoje. E vamos ver o que acontece com o acordo. Estávamos muito perto de um acordo, mas eles continuam nos enrolando. Continuam nos fazendo de bobos porque… sabe de uma coisa? Eles negociaram com alguns presidentes muito estúpidos. Tenho que dizer isso. Tenho vergonha de dizer que havia algumas pessoas muito estúpidas sentadas aqui”, disse o presidente americano durante uma cerimônia de assinatura no Salão Oval da Casa Branca.
Trump citou o helicóptero Apache derrubado pelo Irã no Estreito de Ormuz.
“Tenho trabalhado com o Irã há alguns meses e eles deveriam assinar esse acordo. É um bom acordo. Não lhes dá o direito de ter uma arma nuclear. Na verdade, os proíbe totalmente de tê-la. E foi só um ‘tap tap tap’. Não sei o que eles estavam fazendo. Então, eles atiraram no nosso helicóptero. Um helicóptero muito caro, aliás. Mas o mais importante é que os dois homens, felizmente, estão bem. Foi um resgate incrível”, disse.
“Mas queremos um acordo que seja significativo. Queremos um acordo que funcione. Não queremos apenas um acordo como o de Barack Hussein Obama, o pior acordo que foi um caminho para uma arma nuclear. É exatamente o oposto”, continuou.
“O acordo dele era um caminho para uma arma nuclear. Eles estavam desenvolvendo armas nucleares durante o governo dele. Se eles tivessem uma arma nuclear, não haveria Israel, não haveria Oriente Médio, e eles certamente teriam atirado em nós”, seguiu.
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