Edinho Silva, o centralizador
Ordens dadas pelo presidente do PT têm incomodado integrantes da pré-campanha do presidente Lula
A forma centralizadora como o presidente do PT, Edinho Silva, vem conduzindo as principais decisões da pré-campanha à reeleição de Lula tem incomodado integrantes da sigla e gerou a primeira grave crise nas hostes petistas.
Segundo o que apurou O Antagonista, Silva teria brigado até mesmo com o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto. Na avaliação de alguns integrantes da pré-campanha, a forma como Silva conduziu, até o momento, processos como contratação de escritórios, de agências de publicidade tem atrasado decisões importantes como a estratégia pré-eleitoral nas redes e até mesmo a batalha jurídica nas cortes superiores como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nesta terça-feira, por exemplo, chamou a atenção a divisão de holofotes entre o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, e o advogado Ângelo Ferraro, na defesa da pré-campanha de Lula na ação que discutiu a suspensão da pesquisa eleitoral de Flavio Bolsonaro divulgada pela AtlasIntel.
Nos bastidores, aliados de Marco Aurélio afirmam que o coordenador do Prerrogativas – apesar de ser um nome do presidente Lula – estaria disposto a deixar a função para se dedicar exclusivamente à campanha de Fernando Haddad. O ex-ministro da Fazenda vai disputar o governo do Estado de São Paulo.
A nova queda de Flávio Bolsonaro
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 10, captou a queda de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra Lula após o vazamento de mensagens enviadas pelo filho de Jair Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master.
A tendência já vinha sendo apontada por outras pesquisas, como Datafolha e Nexus.
O levantamento da AtlasIntel foi o primeiro a indicar a queda de Flávio, mas foi suspenso pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques.
A queda de Flávio
Na simulação de segundo turno, Lula tem 6 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro.
O petista aparece com 44% das intenções de voto em junho, contra 38% do senador.
Brancos, nulos e não vão votar somam 14%. Indecisos são 4%.
Em maio, Lula e Flávio tinham 42% e 41% dos votos, respectivamente.
Em abril, Flávio estava numericamente à frente de Lula, com 42% dos votos. O petista tinha 40%.
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