O lançador de foguetes brasileiro que virou sucesso de vendas no Oriente Médio e que alcança distâncias altíssimas
A combinação de mobilidade estratégica e poder de destruição rápida transformou o blindado pesado da Avibras em referência de artilharia.
O lançador de foguetes brasileiro Astros II, fabricado pela empresa Avibras, se transformou em um verdadeiro fenômeno de exportação militar e espalha respeito por onde passa. Essa arma de alta tecnologia chama a atenção de exércitos estrangeiros pela capacidade de disparar múltiplos projéteis em poucos segundos e mudar de posição antes de qualquer reação.
Por que essa máquina virou um sucesso de vendas internacional?
A resposta está na mistura de mobilidade e poder de fogo que a Avibras conseguiu colocar no veículo. O sistema foi desenhado para aguentar o clima pesado do deserto e rodar no terreno arenoso sem atolar, algo que atraiu os olhos de compradores ricos do Oriente Médio.
Países como a Arábia Saudita e o Iraque compraram lotes grandes do equipamento nas últimas décadas porque precisavam de uma resposta rápida em conflitos na região. O blindado brasileiro entrega exatamente essa agilidade com um custo de manutenção menor do que os concorrentes dos Estados Unidos e da Europa.
🇧🇷 Vídeo promocional do Programa Estratégico ASTROS 2020, o mais moderno sistema de mísseis e foguetes desenvolvido pela Avibras e operado pelo Exército Brasileiro. pic.twitter.com/Ji2mKPAjzI
— Defesa Sul Global (@DefesaSulGlobal) March 30, 2026
Como funciona o sistema de disparos do Astros II?
O grande trunfo desse blindado é a versatilidade dos contêineres que carregam os projéteis na traseira do caminhão. Ele consegue lançar desde foguetes mais leves em grande quantidade até mísseis táticos de cruzeiro com alta precisão.
Veja abaixo os principais tipos de munição que o veículo consegue operar:
- SS-30: Foguetes de 127 mm com alcance de até 30 quilômetros.
- SS-40: Projéteis de 180 mm que atingem alvos a 40 quilômetros.
- SS-80: Foguetes pesados com capacidade de destruição a 90 quilômetros.
- AV-TM 300: Míssil tático com alcance longo de até 300 quilômetros.
Qual é o impacto real desse armamento nos conflitos?
Na prática, o veículo funciona no esquema de atirar e fugir para evitar que a artilharia inimiga localize a fumaça dos disparos. Em poucos minutos, a tripulação descarrega as armas e o motorista acelera o caminhão para uma zona segura do mapa.
Durante a Guerra do Golfo, o exército iraquiano usou o equipamento e os comandantes aliados relataram o medo que as tropas sentiam das barragens de fogo vindas do nada. A capacidade de limpar uma área enorme de combate em segundos causava um forte abalo psicológico nos soldados adversários.
Quanto custa e quem disputa o mercado com o veículo do Brasil?
O mercado de defesa movimenta bilhões de dólares todos os anos e o produto nacional briga de frente com gigantes globais. A plataforma se destaca por aceitar atualizações constantes de engenharia sem exigir a compra de um veículo totalmente novo.
A tabela compara o modelo nacional com o principal concorrente norte-americano:
| Modelo | Origem | Alcance Máximo | Mobilidade |
|---|---|---|---|
| Astros II | Brasil | 300 quilômetros | Rodas 6×6 ou 8×8 |
| HIMARS | Estados Unidos | 300 quilômetros | Rodas 6×6 |

Onde encontrar mais detalhes técnicos sobre a história da marca?
Quem gosta de engenharia militar pode pesquisar os registros históricos das empresas estratégicas de defesa no Brasil para entender como o projeto nasceu na década de 1980. O desenvolvimento nacional envolveu cientistas e verbas pesadas do governo para criar uma independência tecnológica na produção de artilharia de foguetes.
A fábrica passou por altos e baixos financeiros ao longo dos anos, mas o projeto do veículo continua vivo e recebendo atualizações na versão Astros 2020. Essa nova geração traz computadores de bordo modernos e sistemas de navegação por satélite que mantêm o produto brasileiro competitivo no cenário de guerra atual.
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