A usina hidrelétrica reversível de Meirama gera 400 milhões de dólares em energia
Projeto chama atenção pelo potencial de armazenamento e pela força na transição energética
A antiga região carbonífera de Meirama, na Galícia, entrou em uma nova fase energética depois do fechamento da central térmica que marcou a economia local por décadas. Agora, o projeto de uma usina hidrelétrica reversível promete transformar um lago de mineração em peça estratégica para armazenar energia renovável, com investimento superior a 400 milhões de euros e impacto direto na rede elétrica espanhola.
Por que a usina hidrelétrica reversível de Meirama chama tanta atenção?
A usina hidrelétrica reversível de Meirama chama atenção porque une dois temas fortes da transição energética: reaproveitamento de áreas marcadas pelo carvão e armazenamento de energia limpa. O projeto será implantado em Cerceda, na província de A Coruña, usando o entorno do lago de As Encrobas, formado após a atividade mineradora ligada à antiga central térmica.
O interesse não está apenas na geração de eletricidade, mas na capacidade de guardar energia quando há sobra na rede. Em um sistema com cada vez mais energia solar e eólica, esse tipo de estrutura ajuda a equilibrar momentos de excesso e escassez, reduzindo desperdícios e dando mais estabilidade ao fornecimento.
O que a usina hidrelétrica reversível de Meirama representa para a energia?
A usina hidrelétrica reversível de Meirama representa um projeto de armazenamento energético de grande porte, com 408 MW de acesso à rede elétrica e investimento superior a 400 milhões de euros, o equivalente a mais de 430 milhões de dólares pela cotação aproximada atual. O valor, portanto, se refere ao investimento previsto no projeto, não a uma receita já gerada pela operação.
Segundo o Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico da Espanha, a adjudicação foi feita à Coventina Renovables no concurso de transição justa de Meirama, ligado ao nó elétrico de 220 kV. A iniciativa também prevê cerca de 180 empregos associados à operação, manutenção, projetos empresariais e ações ambientais no entorno do lago de As Encrobas.
- Capacidade de acesso de 408 MW no nó de Meirama 220 kV
- Investimento superior a 400 milhões de euros no projeto
- Cerca de 180 empregos ligados à operação, manutenção e ações locais
- Uso do lago de As Encrobas como parte da nova estrutura energética
Para complementar o tema, o canal Cluergal, que conta com 115 inscritos no YouTube, apresenta um vídeo sobre o projeto da central hidroeléctrica de bombeo reversible de Meirama. O material destaca a proposta de armazenamento por bombeamento, a relação com o lago de As Encrobas e o papel da infraestrutura na transição energética da região, alinhado ao tema tratado acima:
Como uma usina reversível consegue armazenar energia?
Uma usina reversível funciona como uma bateria de água. Quando há excesso de energia na rede, geralmente em horários de maior produção renovável e menor consumo, o sistema usa eletricidade para bombear água de um reservatório inferior para outro mais alto. Essa água fica armazenada como energia potencial.
Quando a demanda cresce, a água desce novamente por túneis e turbinas, gerando eletricidade como em uma hidrelétrica convencional. A diferença é que o ciclo pode se repetir, permitindo que a usina ajude a compensar a intermitência de fontes como vento e sol.
Quais dados mostram o tamanho do projeto de Meirama?
O projeto de Meirama ganhou peso porque combina potência elétrica, investimento, recuperação territorial e compromisso social. A região integra uma zona de transição justa formada pelos municípios de Carral, Cerceda, A Laracha, Ordes e Tordoia, afetada pelo fechamento da antiga central térmica de carvão.
A tabela mostra por que o projeto ganhou destaque: ele não é apenas uma nova obra elétrica, mas parte de uma estratégia para substituir a economia do carvão por armazenamento renovável, formação profissional, autoconsumo e recuperação ambiental.
Por que a usina hidrelétrica reversível ajuda na transição energética?
A usina hidrelétrica reversível ajuda porque energia renovável nem sempre é gerada no mesmo momento em que a rede mais precisa dela. Em dias de muito vento ou sol, pode haver sobra. Em horários de pico, noite ou baixa produção renovável, a demanda pode superar a oferta limpa disponível.
Nesse intervalo, o bombeamento reversível atua como uma reserva. Ele absorve excedentes quando o sistema tem energia sobrando e devolve eletricidade quando há necessidade. Essa lógica reduz a dependência de fontes fósseis de resposta rápida e melhora a segurança do sistema.
- Armazenar excedentes de energia eólica e solar em horários de baixa demanda
- Liberar eletricidade em momentos de maior consumo
- Reduzir desperdício de geração renovável quando a rede está saturada
- Dar mais estabilidade ao sistema elétrico sem depender apenas de baterias químicas

O que Meirama revela sobre o futuro das regiões que deixaram o carvão?
Meirama mostra que áreas marcadas por minas e térmicas podem ganhar outro papel na economia energética. Em vez de ficarem presas ao passado industrial, essas regiões podem receber projetos que aproveitam infraestrutura, conexão elétrica, mão de obra local e terrenos já transformados por décadas de atividade produtiva.
O desafio agora será transformar promessa em obra, operação e benefício real para a população. Se cumprir o que foi anunciado, a usina de bombeamento de Meirama pode virar um símbolo importante: a mesma paisagem que antes sustentou energia a carvão pode passar a armazenar energia renovável, ajudando a rede elétrica a funcionar com mais equilíbrio em um futuro menos dependente de combustíveis fósseis.
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