Vigas gigantes de quase 16 toneladas e 20 metros de comprimento vão ser içadas por guindaste em cidade de Santa Catarina, a megaobra de 27 milhões de reais vai beneficiar diretamente os moradores
Megaobra de ponte em Joinville com içamento de vigas gigantes
A Ponte Anêmonas, em Joinville, entrou em uma nova etapa decisiva: vigas de concreto armado com quase 16 toneladas e 20 metros de comprimento começam a ser erguidas por um guindaste de grande porte no lado do bairro Guanabara. Quando ficar pronta, a estrutura vai ligar dois bairros e beneficiar diretamente mais de 114 mil moradores.
O que são as vigas pré-moldadas e por que elas importam nessa obra?
As vigas usadas na Ponte Anêmonas são peças de concreto armado fabricadas fora do canteiro, num pátio próximo à Arena Joinville, e transportadas já prontas até o local da obra. Esse método reduz o tempo de construção e limita a interferência no mangue e no Rio Itaum-Açú, que fica abaixo da estrutura.
As peças desta nova fase são maiores do que as já instaladas. Enquanto as primeiras vigas mediam 17,90 metros e pesavam cerca de 13,95 toneladas, as que entram agora têm 19,90 metros de comprimento e peso estimado em 15,5 toneladas, exigindo um guindaste de capacidade superior para o içamento.
Quem quer acompanhar as atualizações sobre as obras de mobilidade urbana na região, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Balanço Geral Joinville, que conta com mais de 1.400 visualizações, onde Alexandre Paz mostra o avanço na construção da Ponte Anêmonas em Joinville:
Quais são os números que mostram a escala dessa megaobra?
A Ponte Anêmonas reúne dimensões que vão além do que a maioria das obras urbanas costuma exibir. Ao todo, serão 72 vigas de concreto instaladas, divididas em três tamanhos diferentes, sobre uma estrutura com 10 apoios e 9 vãos. Os pontos principais da obra são:
Como funciona a operação de transporte e içamento das vigas?
O processo começa cedo, no pátio de fabricação localizado atrás da Arena Joinville. As vigas são colocadas em uma carreta com auxílio de guindastes, e o trajeto segue pelo portão dos fundos da arena, cruza a maior cidade de Santa Catarina em trechos controlados e chega às ruas do bairro Guanabara de forma escalonada.
Por causa do tamanho das peças, o deslocamento conta com apoio do Departamento de Trânsito, com bloqueios temporários e orientação do fluxo de veículos. A operação foi marcada para o feriado de Corpus Christi e para horários de menor movimento, justamente para reduzir o impacto no trânsito da cidade.
Por que a logística foi planejada com tanto cuidado?
Vigas de quase 20 metros não cabem em qualquer rua sem planejamento. Cada viagem carrega uma ou duas peças, e o percurso precisa ser liberado com antecedência porque qualquer obstáculo pode comprometer o posicionamento do guindaste no canteiro, onde as vigas são içadas e encaixadas com precisão entre os apoios da estrutura.
O que compara as vigas desta fase com as já instaladas?
As peças desta fase são as maiores de toda a obra, e a diferença de peso e comprimento exige equipamentos mais robustos. A tabela abaixo mostra as três categorias de vigas da Ponte Anêmonas e o que muda entre elas:
| Tipo de viga | Peso estimado | Fase da obra |
|---|---|---|
| 19,90 metros 40 unidades, apoios 1 a 2 (fase atual) | 15,5 toneladas | Em execução |
| 17,90 metros 16 unidades, apoios 9 a 10 (já instaladas) | 13,95 toneladas | Concluída |
| 16,90 metros 16 unidades, trecho intermediário | Não divulgado | Prevista |
A Ponte Anêmonas vai mesmo mudar a rotina de Joinville?
A resposta é sim, e os números ajudam a entender o tamanho do impacto. A obra vai criar uma ligação direta entre a região Sudeste e a área central de Joinville, reduzindo o caminho que moradores dos bairros Fátima, Guanabara, Adhemar Garcia, Jarivatuba, Itaum e Paranaguamirim precisam fazer hoje. Além das duas pistas de veículos, a estrutura incluirá ciclovia e calçada nos dois lados, o que amplia o alcance para quem vai a pé ou de bicicleta.
O financiamento veio do Projeto Viva Cidade 2, acordo firmado entre a Prefeitura de Joinville e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, com contrato atualizado para R$ 26,8 milhões. A expectativa é que a entrega aconteça ainda em 2026, quando as vigas içadas agora já farão parte de uma ponte completa e funcional para mais de 114 mil moradores.
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