Eleita pela Forbes como a melhor para se aposentar aos 60 anos no Brasil, essa cidade tem a melhor qualidade de vida do Brasil há 34 anos consecutivos
Em 15,3 km² está o maior IDH do Brasil: a cidade do ABC a 12 km de São Paulo que a Forbes elegeu a melhor do país para a terceira idade
A 12 km do centro de São Paulo, encravada no ABC Paulista, há um município que cabe numa área menor que a de muitos bairros da capital. Em pouco mais de 15 km², São Caetano do Sul reúne o maior Índice de Desenvolvimento Humano do país e saneamento universal.
Por que São Caetano do Sul tem o maior IDH do Brasil?
A resposta está num número que se repete há décadas: o IDH Municipal de 0,862, o mais alto do país no Atlas do Desenvolvimento Humano, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A nota coloca a cidade à frente de todas as 27 capitais brasileiras.
O equilíbrio é raro e se divide em 0,891 em renda, 0,887 em longevidade e 0,811 em educação. Nenhum outro município conseguiu superá-la desde a primeira edição do levantamento, resultado de décadas de investimento concentrado em saúde, ensino e infraestrutura num território pequeno e totalmente urbano.

Vale a pena morar na cidade do maior IDH do país?
Os indicadores apontam que sim, com uma ressalva sobre o custo. São Caetano do Sul tem cerca de 172 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025, em apenas 15,3 km², com 100% de água tratada, 100% de esgoto coletado e tratado e escolarização de 98,51% entre crianças de 6 a 14 anos.
O preço dessa estrutura é um custo de vida alto e uma das maiores densidades populacionais do estado, refletida no mercado imobiliário. Em contrapartida, a cidade mantém todas as escolas municipais em tempo integral e abriga a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), uma das poucas universidades públicas mantidas integralmente por uma prefeitura no Brasil.
Quem quer descobrir as vantagens de morar na cidade com o maior IDHM do Brasil, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal MAIS 50, que conta com mais de 21 mil visualizações, onde Dimas Moura mostra a infraestrutura, a segurança e a qualidade de vida de São Caetano do Sul:
A cidade que a Forbes elegeu a melhor para envelhecer
O reconhecimento mais recente veio com foco na terceira idade. A revista Forbes apontou São Caetano do Sul como a melhor cidade do Brasil para se aposentar, considerando acesso à saúde, moradia, oferta cultural e segurança, conforme registra a Prefeitura de São Caetano do Sul.
O título se apoia no Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, do Instituto de Longevidade MAG, em que a cidade lidera pela terceira edição consecutiva, à frente de Vitória, Santos, Florianópolis e Curitiba. A cidade registra ainda a terceira maior expectativa de vida aos 60 anos entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, segundo a prefeitura, sustentada por programas como a UniMais, a universidade aberta da terceira idade.

O que fazer na menor cidade do ABC?
Sem praia ou serra, o lazer se concentra em parques bem cuidados e equipamentos culturais, todos a poucos minutos de distância. A herança italiana, que chegou com famílias de Treviso em 1877, ainda dita o ritmo da mesa. Veja onde ir:
- Espaço Verde Chico Mendes: maior parque da cidade, com 140 mil m² no antigo Buracão da Cerâmica, com lago, quadras e palco para eventos.
- Parque Cidade das Crianças: 15 mil m² de brinquedos, lago e jardim aromático, um dos melhores parques infantis públicos do estado.
- Bosque do Povo: 27 mil m² com canchas de bocha, playground e pista de cooper na Vila São José.
- Cantinas italianas: o bairro Fundação concentra restaurantes tradicionais, com o nhoque servido no dia 29 de cada mês.
Vá conhecer a Cidade Pérola do ABC
São Caetano do Sul prova que tamanho não define qualidade de vida. A combinação de educação pública em tempo integral, saneamento universal e gestão de longo prazo criou um modelo que nenhuma capital brasileira conseguiu repetir.
Você precisa conhecer São Caetano do Sul e caminhar pela Avenida Goiás para entender como uma cidade sem litoral, sem serra e sem grandes atrações naturais virou referência nacional.
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