Homem cortou um Ford Festiva ao meio, tirou parte da carroceria e criou o microcarro elétrico mais estranho das ruas
O projeto usou corte a laser, solda, impressão 3D, peças de moto elétrica e adaptações para circular em ambiente urbano.
Um Ford Festiva 1988, já considerado um dos carros mais modestos já fabricados, foi cortado ao meio, encolhido e remontado para se tornar algo que ninguém esperava ver circulando pelas ruas: um microcarro elétrico de largura mínima, legalizado, segurado e capaz de transportar duas pessoas pelo centro da cidade. O projeto mistura corte a laser, impressão 3D, motor de moto elétrica e muito bom humor para entregar um resultado que funciona de verdade.
Como um carro comum virou o veículo mais estreito das ruas
A ideia era simples de explicar e absurda de executar: cortar o Festiva ao meio no sentido longitudinal, remover uma fatia da largura da carroceria e soldar as duas metades de volta. Para marcar a linha de corte com precisão, a equipe usou um nível a laser. O corte em si foi feito com um cortador a laser manual para metal, dividindo o carro em três partes antes de descartar a seção central e aproximar as extremidades.
A solda de remontagem também foi feita com equipamento a laser, o que tornou a união das partes surpreendentemente limpa e rápida. O resultado visto de lado ainda parece um carro normal. Visto de frente, parece que alguém esqueceu metade do veículo na garagem.

O que foi necessário para fazer esse carro andar de verdade
O motor original do Festiva era largo demais para caber no novo formato, então a solução foi substituí-lo por componentes elétricos retirados de uma moto elétrica de trilha. Motor, controlador e baterias removíveis foram adaptados ao chassi estreito, com a vantagem de permitir troca de bateria durante o uso. A traseira recebeu uma estrutura robusta feita com peças de carro real, adaptadas ao novo eixo de transmissão. As demais adaptações incluíram:
- Sistema elétrico de 12 V para alimentar faróis, luzes de circulação, buzina e luzes de alerta.
- Escaneamento 3D do painel e da dianteira para criar modelos digitais e projetar peças no CAD.
- Impressão 3D de suportes de faróis e peças do painel adaptadas ao novo formato.
- Freios e acelerador funcionais, com modificação na posição dos pedais devido ao espaço interno extremamente reduzido.
- Porta traseira cortada ao meio para acompanhar a nova largura da carroceria.
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O que aconteceu quando o carro foi para a rua
Após duas semanas de trabalho e centenas de dólares investidos, o carro foi levado para fora da oficina. A dirigibilidade surpreendeu: a direção foi descrita como leve, o veículo respondeu bem e demonstrou força suficiente para circular em ritmo urbano sem dificuldades. Uma vantagem inesperada ficou evidente na hora de estacionar: por ser extremamente estreito, o carro ocupa espaços que nenhum veículo convencional conseguiria usar.
A reação das pessoas nas ruas foi imediata. Pedestres pararam, filmaram, tiraram fotos e fizeram piadas. Um observador definiu o veículo como uma “salsicha sobre rodas”. Em um dos testes, o criador simulou uma corrida de aplicativo de transporte com um passageiro real, que foi levado pelo centro da cidade e admitiu conseguir tocar os pés no chão de tão estreito que era o habitáculo.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Prop Department mostrando passo a passo da construção do carro mais estranho legalizado para as ruas.
O carro é legal, segurado e mais confiável do que parece
Apesar da aparência cômica, o projeto tem respaldo legal. O criador afirma que o veículo é legalizado para circular nas ruas e conta com cobertura de seguro, brincando que a apólice oferece “2/3 de cobertura”, em referência à largura que foi removida. Durante os testes em diferentes condições de trânsito, o carro continuou funcionando sem falhas, o que foi tratado como um resultado genuinamente surpreendente pela equipe.
As limitações existem e são reconhecidas. O veículo é tão estreito que há preocupação real com estabilidade em curvas e ao passar por obstáculos laterais. Há risco de capotamento se bater em uma guia. O espaço interno é apertado, o acesso exige adaptação e o conforto está muito longe do que qualquer carro convencional oferece. Mas dentro da proposta, tudo isso era esperado.
O projeto que provou que absurdo e funcional não são opostos
O Ford Festiva mais estreito do mundo não nasceu para ser prático. Nasceu para provar que é possível cortar um carro ao meio, eletrificá-lo com peças de moto, imprimir suas próprias peças em 3D e colocar tudo isso para rodar pelas ruas com documentação em dia. E funcionou. Essa combinação de engenharia criativa, improviso bem executado e bom humor é exatamente o tipo de projeto que desafia o que se espera de uma garagem e de quem trabalha nela.
Se você acha que precisa de um carro grande para enfrentar o trânsito da cidade, talvez esteja pensando errado. Às vezes, tudo o que você precisa é de metade de um Ford Festiva, um motor de moto elétrica e coragem suficiente para ligar o laser.
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