O rumo dos mercados nesta quarta-feira
Quarta-feira de volatilidade: petróleo em alta, Livro Bege do Fed e agenda brasileira de indicadores. O que pode movimentar os mercados hoje
O comportamento dos mercados nesta quarta-feira depende de uma combinação delicada: o avanço das tensões entre Estados Unidos e Irã e uma série de indicadores capazes de alterar expectativas sobre juros, crescimento econômico e inflação.
No exterior, a principal preocupação é o petróleo. Os preços da commodity avançam após novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã, mesmo com declarações do presidente Donald Trump de que negociações com Teerã continuam em andamento.
O Brent operava próximo a 98,41 dólares por barril, com alta de 2,51% no dia, enquanto o WTI se aproximava de 95,94, em ganho de cerca de 2,6%. A alta do petróleo costuma elevar preocupações com inflação e custos de energia.
Os contratos futuros das bolsas americanas operavam em queda nas primeiras horas do dia, com recuos entre 0,4% e 1,2% nos principais índices.
Além do cenário geopolítico, investidores acompanham ameaças tarifárias da Casa Branca e seus possíveis efeitos sobre o comércio internacional e o crescimento econômico.
Outro termômetro importante é o Livro Bege do Federal Reserve. O relatório reúne relatos de empresas e agentes econômicos sobre atividade, emprego, salários e preços nos diferentes distritos do país.
O documento é observado em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros americanos, especialmente após a edição de abril ter mostrado crescimento modesto em meio à incerteza da guerra.
Os números do mercado de trabalho também ganham peso. Dados como ADP de maio, com expectativa em torno de 117 mil vagas, JOLTS e o relatório oficial de emprego da sexta-feira ajudam a medir se a economia americana mantém ritmo suficiente para sustentar o consumo sem pressionar ainda mais a inflação.
No Brasil, a agenda de quarta-feira inclui a divulgação da produção industrial de abril e da balança comercial de maio. Esses indicadores oferecem pistas sobre o ritmo da atividade econômica e a capacidade do país de manter crescimento em um ambiente externo mais incerto.
A balança comercial registrou superávit de 5,65 bilhões de dólares até a terceira semana de maio.
Enquanto isso, os investidores tentam avaliar se os riscos vindos do Oriente Médio permanecerão restritos ao mercado de energia ou se começarão a afetar projeções para inflação, juros e crescimento em diferentes países.
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