Golpista é preso após vender falsificados de luxo em SP
Investigado abordava motoristas em postos para revender artigos falsificados de marcas famosas por preços irrisórios
Um homem de 46 anos foi preso na segunda-feira, 1º de junho, em seu apartamento no Jardim São Paulo, zona norte da capital paulista, após investigações que apontam pelo menos 40 vítimas lesadas ao longo de 2025 em diferentes cidades do estado. A prisão ocorreu durante cumprimento de mandado de busca e apreensão conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí.
Identidade falsa e discurso de urgência para enganar compradores
Segundo a Polícia Civil, o investigado se passava por representante de marcas de alto padrão e alegava estar de partida do país, situação que usava como pretexto para justificar a venda apressada das mercadorias a preços muito inferiores aos de mercado, sob a alegação de evitar taxas de importação.
De acordo com informações da Agência SP, o suspeito distribuía cartões de apresentação com nome falso para dar aparência de legitimidade às negociações, abordando potenciais compradores em postos de combustíveis.
As apurações indicam que os produtos — perfumes, malas, óculos, canetas, cintos, carteiras e relógios — eram comprados na região do Brás, centro da capital, e revendidos como se fossem originais. A polícia registrou ainda que em parte dos casos houve emprego de violência contra as vítimas, e que familiares do suspeito participavam do esquema.
Reincidência motivou pedido de prisão preventiva
No apartamento e em um veículo apontado por diversas vítimas em boletins de ocorrência, os agentes apreenderam 16 perfumes, 11 malas, sete óculos, nove canetas, seis máquinas de cartão, além de cintos, uma carteira, um relógio e um telefone celular.
A prisão não foi o primeiro contato do suspeito com a polícia pelo mesmo tipo de crime. Ele havia sido preso em flagrante no fim de abril de 2026 e liberado após o pagamento de fiança. No intervalo entre as duas prisões, ao menos cinco novos casos foram registrados contra ele em São José dos Campos, no interior paulista. Diante da continuidade das atividades ilícitas, a autoridade policial solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
O caso foi registrado na DIG de Jundiaí pelos crimes de fraude no comércio, violação de marca registrada e localização e apreensão de veículo.
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