Malafaia é processado por Wagner Moura: “Por que me escolheu?”
Pastor nega difamação, reclama de intolerância e diz ter sido escolhido por sua influência no meio evangélico
“Tem milhares de memes contra ele, até com palavrões. Por que ele me escolheu?”, perguntou o pastor Silas Malafaia, alvo de uma queixa-crime movida pelo ator Wagner Moura por difamação e injúria.
A ação, já recebida pela Justiça, tem origem em publicações feitas por Malafaia no X em janeiro, nas quais o religioso se referiu ao artista com expressões de cunho ofensivo. O pastor atribui sua escolha como réu à sua “influência” no meio evangélico.
O que diz a queixa-crime
De acordo com informações da Folha de S.Paulo, confirmadas pelo Estadão, Malafaia publicou no X a seguinte afirmação: “Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura”.
Em outra postagem, o pastor escreveu sobre “esquerdopatas defendendo artista que mama grana dos contribuintes para fazer propaganda de governo corrupto”.
A defesa de Moura classifica as declarações como “ofensas injuriosas e difamatórias, com o nítido intuito de macular” a reputação do ator.
A ação aponta ainda um histórico de condutas semelhantes por parte do pastor — que já foi condenado a indenizar o youtuber Felipe Neto e responde por ofensas dirigidas a generais do Exército —, o que configuraria, segundo a peça jurídica, um padrão de “ataques pessoais que ultrapassam os limites do debate público legítimo”.
A defesa do pastor e o contexto do Oscar
Procurado pelo Estadão, Malafaia rejeitou as acusações, chamando a queixa-crime de “piada” e “intolerância”, e negou ter cometido qualquer ilícito.
O religioso argumentou que inúmeros outros usuários das redes sociais também fizeram críticas ao ator após o Oscar de 2026, inclusive com linguagem mais agressiva, e questionou os critérios que o teriam tornado o único alvo judicial.
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