Exploração em caverna a 1.700 metros de profundidade revela seres vivos capazes de converter CO₂ em pedra
O ambiente extremo, marcado por calor, pressão e ausência de luz, favoreceu o desenvolvimento dessas formas de vida incomuns.
Uma descoberta feita a mais de 1.700 metros de profundidade nos Estados Unidos chamou a atenção da comunidade científica. Pesquisadores identificaram microrganismos capazes de acelerar a captura de dióxido de carbono (CO₂) e transformá-lo em pedra, um processo que pode ajudar a reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento global.
Onde os microrganismos foram encontrados
Os organismos que transformam CO₂ em pedra foram localizados em um antigo complexo de mineração de ouro convertido em laboratório científico em Dakota do Sul.
O ambiente extremo, marcado por calor, pressão e ausência de luz, favoreceu o desenvolvimento dessas formas de vida incomuns.
Como esses seres conseguem transformar CO₂ em pedra
Os pesquisadores descobriram que os microrganismos estimulam reações químicas que convertem o dióxido de carbono em carbonato de cálcio, um mineral sólido e estável.
Isso reduz o risco de o gás voltar para a atmosfera após ser armazenado no subsolo.

Por que a descoberta pode mudar a captura de carbono
O processo natural de mineralização costuma levar anos para ser concluído.
Segundo os cientistas, a ação desses microrganismos pode reduzir esse tempo para poucas semanas, tornando a tecnologia muito mais eficiente para aplicações industriais.
Quais são os próximos passos do projeto?
Os pesquisadores agora trabalham para adaptar enzimas derivadas desses organismos a sistemas capazes de tratar emissões industriais.
A expectativa é testar soluções em escala maior nos próximos anos.
Entre os principais objetivos estão:
🚀 Quais São os Próximos Passos do Projeto?
Após a descoberta dos microrganismos capazes de transformar CO₂ em rocha, os pesquisadores já definiram as próximas etapas para levar a tecnologia dos laboratórios para aplicações reais em larga escala.
A tecnologia para transformar CO₂ em pedra já está sendo preparada para uso comercial?
A equipe responsável criou uma biblioteca de microrganismos coletados em diferentes regiões do mundo para desenvolver versões mais resistentes das enzimas.
Um sistema piloto deverá processar quase uma tonelada de CO₂ por dia, aproximando a tecnologia do mercado de captura de carbono.
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