Grécia mantém os últimos F-4E Phantom em operação mesmo após décadas de serviço
A história recente da aviação militar na Grécia passa decisivamente pela trajetória da 338 Mira e pela permanência da F-4E Phantom II
A história recente da aviação militar na Grécia passa decisivamente pela trajetória da 338 Mira e pela permanência da F-4E Phantom II em Andravida.
Com décadas de operação ininterrupta do mesmo caça, a unidade tornou-se referência mundial em experiência com o modelo. Hoje, a F-4E Phantom grega entra em sua fase final de serviço, às vésperas da chegada de jatos de quinta geração.
Como a F-4E Phantom grega se consolidou na defesa aérea?
A Força Aérea Grega recebeu o primeiro lote de F-4E em meados da década de 1970, buscando um vetor multimissão.
O objetivo era cumprir interceptação, ataque ao solo e dissuasão em um cenário regional sensível. Em relação aos caças subsônicos anteriores, houve salto em velocidade, alcance, sensores e poder ofensivo.
A 338 Mira, sediada em Andravida, rapidamente se tornou operacional com o novo caça. Ao longo dos anos, sucessivos contratos trouxeram mais aeronaves, inclusive de reconhecimento e células usadas dos EUA.
Hellenic Airforce 🇬🇷🦅
— Ictinus ®️ (@ictinus_x) October 7, 2025
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De que forma os lotes e acordos internacionais influenciaram a frota?
A ampliação da frota de Phantom gregas resultou de compras diretas, transferências e acordos regionais. A cooperação com os Estados Unidos foi central, permitindo incorporar aeronaves modernizadas e melhorar gradualmente a configuração dos jatos.
Esses processos garantiram estoque de sobressalentes e certa uniformização de padrões. Ao mesmo tempo, possibilitaram que a Grécia mantivesse capacidade de ataque em profundidade e defesa aérea de alta performance, mesmo antes da chegada de caças de quarta geração como o F-16.
O que mudou com o programa de modernização F-4E AUP?
Para manter a F-4E Phantom grega competitiva, foi criado o Avionics Upgrade Program (AUP). O foco foi transformar um projeto dos anos 1960 em plataforma adaptada ao fim do século XX, com ênfase em sensores, navegação, cockpit e integração de armamentos guiados.
Substituição do sensor antigo por antena de varredura mecânica avançada ou AESA, ampliando o alcance de rastreamento e mapeamento do solo.
Atualização do barramento de dados e software de armas para o disparo de mísseis AMRAAM e suporte ao pod optrônico Litening II.
Instalação de novos receptores RWR, ejetores de contramedidas automáticos e rádios criptografados com salto de frequência.
Instalação de displays coloridos multifunção (MFDs), removendo mostradores analógicos para centralizar dados críticos de missão.
Qual é o cenário atual da F-4E Phantom grega em Andravida?
Na segunda metade da década de 2020, apenas uma fração da frota AUP permanece operacional em Andravida. Relatos apontam para algo em torno de um terço das aeronaves modernizadas, com formações de até quatro jatos ainda vistas em exercícios.
A Phantom segue participando do exercício Iniochos, ao lado de F-16, Rafale e caças estrangeiros. Nessas ocasiões, destaca-se por representar uma geração anterior, porém equipada com sensores e armamentos atualizados, atraindo entusiastas e fotógrafos.

Por que a F-4E Phantom grega está próxima da aposentadoria?
A retirada da Phantom na Grécia resulta da combinação entre envelhecimento estrutural e transição tecnológica. A manutenção de células com mais de cinquenta anos exige inspeções frequentes, peças escassas e custos crescentes, mesmo com boa gestão logística.
Paralelamente, o país prepara a chegada do F-35 Lightning II e adapta Andravida para operar a nova frota. A redefinição de missões e a provável transferência de exercícios como o Iniochos indicam que a F-4E deve se despedir até, no máximo, 2027, encerrando um elo histórico entre eras da aviação de combate grega.
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