Eles projetaram uma máquina que limpa os corpos d’água mais afetados pelas ilhas flutuantes
O equipamento remove a vegetação aquática de forma contínua, sem espalhar fragmentos na água, algo comum nos métodos tradicionais
Uma máquina desenvolvida por três estudantes da Universidade Nacional do Nordeste (UNNE) promete resolver um problema que há anos afeta rios, lagoas e sistemas de irrigação do nordeste argentino: o excesso ilhas flutuantes de plantas aquáticas (como aguapés) e restos de vegetação.
O equipamento remove a vegetação aquática de forma contínua, sem espalhar fragmentos na água, algo comum nos métodos tradicionais.
O projeto Projeto Final de Graduação dos estudantes Matías Agoltti, Arturo Costilla e Yohans Tolke chamou atenção por unir baixo custo, eficiência e potencial de impacto ambiental.
Como funciona a máquina que remove as ilhas flutuantes dos rios?
O equipamento foi projetado para operar em lagos e áreas de baixa correnteza.
A estrutura utiliza dois flutuadores para manter estabilidade enquanto um sistema mecânico corta, recolhe e descarrega as ilhas flutuantes automaticamente.
Todo o processo acontece sem interromper a operação, o que reduz tempo, esforço humano e danos às margens dos rios.
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Diseñaron una máquina que limpiará de camalotes los espejos de aguas más afectados 🌿
— UNNE ⭐⭐⭐ (@unneargentina) May 24, 2026
Matías Agoltti, Arturo Costilla y Yohans Tolke presentaron su Trabajo Final de Graduación en la Facultad de Ingeniería de la UNNE.
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Por que as ilhas flutuantes viraram um problema ambiental gigante
A planta aquática cresce rapidamente e forma barreiras densas sobre a água.
Isso prejudica a navegação, reduz a biodiversidade e pode bloquear entradas de água usadas em irrigação, abastecimento e geração elétrica.
Os métodos usados atualmente na região ainda são considerados ineficientes e acabam agravando o problema em muitos casos.
Por que os camalotes viraram um problema ambiental gigante
O avanço descontrolado dos camalotes já afeta rios, lagoas e sistemas de irrigação. Especialistas alertam que os métodos tradicionais de remoção não conseguem conter o problema — e em alguns casos até pioram a situação.
Retroescavadeiras causam danos nas margens
O uso de máquinas pesadas destrói partes das margens dos rios, acelera processos de erosão e prejudica ecossistemas locais durante a remoção da vegetação aquática.
Cortes manuais espalham fragmentos da planta
Quando os camalotes são cortados manualmente, pequenos pedaços se soltam na água e acabam criando novos focos de crescimento poucos dias depois.
Embarcações simples não suportam grandes volumes
Barcos convencionais têm baixa capacidade operacional e não conseguem remover rapidamente a quantidade de vegetação acumulada em rios e lagoas.
O rebrote acontece em alta velocidade
Mesmo após operações de limpeza, os camalotes voltam a crescer rapidamente, tornando o controle contínuo um desafio ambiental e econômico.
O diferencial que fez o projeto chamar atenção
Os estudantes afirmam que a máquina foi pensada especificamente para a realidade do NEA.
Diferente dos equipamentos importados, o modelo possui dimensões menores e pode ser transportado por rodovias sem necessidade de autorizações especiais.
Além disso, o custo de construção ficou muito abaixo das máquinas internacionais usadas para o mesmo tipo de serviço.
Quanto custa a máquina criada pelos estudantes da UNNE?
Segundo o estudo apresentado pelos autores, o investimento inicial estimado é de cerca de US$ 31 mil. Mesmo assim, o projeto aponta potencial de retorno financeiro elevado devido à redução de custos operacionais e maior eficiência na limpeza.
Os cálculos apresentados pelos universitários indicam lucro acumulado superior a US$ 133 mil em cinco anos.
Projeto pode transformar limpeza de rios e lagoas na região
Os novos engenheiros defendem que o equipamento pode ajudar municípios e órgãos ambientais que hoje não conseguem bancar máquinas importadas.
Outro destaque é que os componentes podem ser encontrados no mercado local, facilitando manutenção e futuras adaptações.
O projeto também reforça como soluções criadas dentro das universidades podem gerar impacto direto em problemas ambientais reais.
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