Marinho pede ao STF investigação sobre vazamento de mensagens de Flávio
O líder da oposição no Senado pede a apuração da origem do material divulgado, da cadeia de custódia do material e dos agentes
O senador Rogério Marinho (PL-RN) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investigue o vazamento de dados sigilosos do Inquérito 5026 após a divulgação das mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro do caso Banco Master.
O líder da oposição no Senado pede a apuração da origem do material divulgado, da cadeia de custódia do material e dos agentes que tiveram acesso aos elementos protegidos por sigilo judicial.
A representação destaca a divulgação pelo site The Intercept Brasil de trechos de mensagens supostamente extraídas de investigação sigilosa em tramitação na Corte sob relatoria do ministro André Mendonça.
A peça afirma que a divulgação pública das conversas aponta possível “vazamento seletivo de informações protegidas por sigilo judicial”, especialmente diante do contexto de exposição política e eleitoral envolvendo o caso.
Na peça encaminhada ao Supremo, Rogério Marinho afirma que o objetivo da medida não é questionar a liberdade de imprensa, mas identificar a origem do vazamento e os responsáveis pelo acesso e divulgação do material sigiloso.
“O que se pretende é a apuração da origem do vazamento, da cadeia de custódia do material divulgado, dos agentes que tiveram acesso aos elementos sigilosos e da eventual utilização indevida de informações protegidas por sigilo para fins de constrangimento público, interferência política ou desequilíbrio do devido processo legal”, destaca o senador em trecho da representação.
Coordenador-geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho sustenta que “A liberdade de imprensa não elimina o dever estatal de apurar a origem de vazamentos de autos sigilosos”.
O documento pede a instauração de procedimento próprio para investigar o vazamento das informações supostamente extraídas da investigação em curso no STF e apurar eventual violação de sigilo funcional, quebra da cadeia de custódia e uso indevido de informações protegidas por segredo de Justiça.
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