Nunes gasta pelo menos R$ 150 mil com ‘funk proibidão’ na Virada Cultural
Além disso, prefeitura de São Paulo também destinou recursos para grupos identitários de esquerda
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), eleito em 2024 com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e de setores da direita, prevê gastar cerca de 150 mil reais com apresentações de artistas ligados ao chamado “funk proibidão” na edição deste ano da Virada Cultural.
O “funk proibidão” é marcado por letras explícitas sobre sexo e, em alguns momentos, há até apologia ao uso de drogas ilícitas.
Segundo a programação e contratos da Secretaria Municipal de Cultura, o evento também contará com artistas associados a pautas da esquerda e de movimentos progressistas, entre eles o duo de música eletrônica Vermelho Wonder e a banda punk Menstruação Anárquica.
A Virada Cultural é um dos principais eventos promovidos pela gestão municipal e reúne apresentações gratuitas em diferentes regiões da capital paulista.
Entre os artistas ligados ao chamado “funk proibidão”, o destaque é para a apresentação da rapper Ebony. Por uma hora de apresentação, a rapper vai ganhar 70 mil reais dos cofres públicos. Ebony tem músicas como Hentai, na qual ela fala: “Sabe que é f*, mas é fato, eu fui a primeira / Trata de ser grato e ajoelha, chupa minha minha bu*”.
Outro destaque da lista nada conservadora está MC Luana. Também por uma hora de show, Luana ganhará 40 mil reais. Luana tem letras didáticas como MC Luanna +18, na qual ela fala em determinado trecho do rap: “Então chora na p* pra esquecer o Problema / Seu querido ex tá com outra novinha / Pontinho safado que convoca puta”.
Menstruação Anárquica e “fumando um beck”
Por um show de uma hora de MC Kyan, a prefeitura do conservador Ricardo Nunes vai desembolsar módicos 43,3 mil. Para quem não conhece MC Kyan, ele tem letras como “Princesa Mandraka”, em que determinado momento o cantor afirma: “Olha lá, olha para ela / Toda linda, toda princesa / Fumando um beck no banco carona”. Em outro trecho, Kyan declara: “Mais uma noite, mais um problema / Mais uma fita para nóis resolver / Mais uma cama para nós ir f*”.
E para a MC Sofia, serão 35 mil reais gastos por uma hora de show de canções como “Novinha da Lancha”, em que a cantora diz: “Lancha novinha safada / Broto no baile, elas fica posada / Já prepara o camarote que a área tá reservada / Entra na van / Quе hoje nós fode até de manhã / Porquе se tiver friozinho, eu vou te dar chá de maçã”.
Mas o funk proibidão não é o único problema de Nunes. Na lista de artistas há outros claramente identificados com a esquerda como a banda Menstruação Anárkika, cuja uma hora de apresentação custará 6,5 mil reais aos cofres públicos.
Uma das canções do grupo de punk chama-se “Milícia no Poder”, uma canção com críticas ácidas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, um dos principais aliados de Nunes na disputa pela prefeitura em 2024.
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