Eduardo Bolsonaro e a sociedade com Mário Frias nas eleições de 2022
Ex-deputado federal - por meio de seu comitê - foi o segundo maior financiador da campanha de Frias: foram 74,7 mil reais aplicados
Sócios na produção do filme Dark Horse, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Mário Frias (PL-SP) também tiveram uma relação umbilical nas eleições de 2022.
Registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que a campanha de Eduardo foi a segunda maior financiadora da campanha de Frias. No geral, o comitê de Eduardo ficou apenas atrás do próprio PL em doações para a disputa eleitoral de 2022.
Eduardo, via comitÊ, doou 74,7 mil reais para a campanha de Frias; a direção nacional do PL outros 578 mil reais. Somente a título de comparação, Frias aportou apenas 3,7 mil reais em sua campanha.
Outro dado curioso dessa relação entre ambos é que Eduardo não recebeu nenhum centavo de Frias. O filho do ex-presidente sequer injetou dinheiro próprio em sua campanha de 2022.
Áudios obtidos pelo site The Intercept apontam que Mário Frias agradeceu ao banqueiro Daniel Vorcaro por ajudar a financiar o filme. O áudio é de 11 de dezembro de 2024, às 18h24.
“Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá? Preciso de vez em quando te falar como as coisas vão andando, tá?”, disse Frias.
Frias foi um dos produtores-executivos do filme ao lado de Eduardo. Na semana passada, o parlamentar cassado admitiu que assinou um contrato com poderes de gestão financeira sobre o longa.
Segundo contrato obtido pelo The Intercept, Eduardo e Mário Frias atuaram em parceria com a GoUp Entertainment para produzir o filme. A empresa atuou também na captação de recursos.
Em entrevista ao R7, a dona da GoUp, Karina da Gama, confirmou que todo mundo sabia de onde vinha o dinheiro para a produção do filme. E que as tratativas para o financiamento do filme ocorreram ainda em 2024.
“O dinheiro do Daniel veio por meio de um fundo chamado Havengate. Eu não faço diligência do fundo; o fundo é que faz em mim. O Daniel era conhecido por patrocinar programas de TV, Fórmula 1, já tinha patrocinado os filmes do Lula e do Temer, e achei normal o interesse no filme — e todo mundo sabia. Ele começou a tratar com Flávio e Eduardo em 2024. E, aparentemente, ninguém sabia ainda dos problemas, apenas o Banco Central”, declarou ela ao portal.
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