Caiado: “Quem tem autoridade moral para sentar na cadeira?”
Pré-candidato à presidência invoca própria trajetória pública e cobra que Flávio se justifique após relato de visita a banqueiro preso
O pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) aproveitou um evento do setor supermercadista em São Paulo nesta terça-feira, 19, para defender que o próximo ocupante do Palácio do Planalto tenha, em suas palavras, “autoridade moral” para governar o país.
“Ganhar a eleição do Lula, nós ganharemos. Mas o que precisamos saber é quem terá autoridade moral para sentar na cadeira, quem terá independência intelectual para ter metas para o Brasil se desenvolver no mesmo ritmo que hoje os empreendedores conseguem implantar nas suas áreas. É este o desafio do país”, declarou.
Sem mencionar o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Caiado cobrou que o parlamentar se explique publicamente sobre o encontro que teve com o banqueiro Daniel Vorcaro logo após a soltura do empresário, episódio que ganhou repercussão após a divulgação de relatos sobre a visita.
Caiado se distancia sem confrontar diretamente
No evento da Associação Paulista de Supermercados (Apas), o ex-governador de Goiás recorreu à própria história para estabelecer contraste com adversários no campo da direita: “Tenho 40 anos de vida pública. Nunca pairou sobre Ronaldo Caiado qualquer dúvida sobre comportamento moral, ético e nunca me viram envolvido em negociatas ou qualquer tipo de patifaria”, afirmou.
Ainda assim, evitou emitir julgamento direto sobre o senador: “Não cabe a cada pré-candidato ficar fazendo juízo de valor das pessoas”.
A posição de Caiado manteve o tom que já havia adotado na semana anterior, quando também pediu que Flávio Bolsonaro “respondesse aos questionamentos” sobre o financiamento do banqueiro ao filme ‘Dark Horse’ — informação que veio a público após o vazamento de áudios.
Zema adota tom diferente e recua
O comportamento de Caiado contrasta com o do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), outro pré-candidato ao Planalto. Zema havia classificado a conduta de Flávio Bolsonaro como “imperdoável”.
A declaração que gerou críticas de parlamentares ligados ao PL e de integrantes do próprio Novo, favoráveis a uma aliança com a legenda. Dias depois, o ex-mandatário mineiro recuou e disse considerar o episódio uma “página virada”.
Nesta terça-feira, sem citar Flávio pelo nome, Zema fez nova referência ao tema ao comentar que, mesmo residindo em Belo Horizonte, nunca teve um encontro com Vorcaro, e disse que “assombração sabe para quem aparece”.
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Comentários (1)
Fabio
19.05.2026 20:58Só o Renan Santos