Malafaia defende Flávio: “Não recebeu nenhuma grana pessoalmente”
Pastor afirma que recursos do filme “Dark Horse” foram destinados a fundo americano e critica “vazamentos seletivos”
O pastor Silas Malafaia (foto) saiu em defesa do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta sexta-feira, 15, após novas revelações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia afirmou que não vai fazer “juízo de valor” com base no que chamou de “vazamentos seletivos”.
“O Flávio não recebeu nenhuma grana pessoalmente. Foi criado um fundo americano exclusivo para captação de recursos para a produção desse filme. Não teve grana na mão do Flávio. O dinheiro foi direto para um fundo americano. E lá, meu filho, bota uma nota fria para ver se não vai para a cadeia. Não é fundo brasileiro, não. Não passou grana na mão do Flávio. Então, eu não vou fazer juízo de valor por vazamento seletivo porque eu sou vítima dessa droga. Vamos esperar a conclusão de tudo”, afirmou o pastor.
As declarações de Malafaia foram feitas após o site The Intercept Brasil divulgar áudios e mensagens que apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria financiado o projeto com cerca de R$ 61 milhões, dentro de um contrato estimado em R$ 134 milhões.
Flávio Bolsonaro inicialmente negou envolvimento do empresário no financiamento do filme. Depois recuou e admitiu ter pedido e recebido dinheiro de Vorcaro para a realização do longa sobre seu pai.
Leia também: Flávio Bolsonaro assina pedido de criação de CPMI do Banco Master
Flávio defende CPI após áudio
Na última quarta-feira, 13, Flávio divulgou uma nota à imprensa em que defendia a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master, após a divulgação de áudios envolvendo negociações com o empresário Daniel Vorcaro.
No comunicado, o senador afirmou que buscava “patrocínio privado para um filme privado” sobre o pai e negou qualquer envolvimento com recursos públicos.“Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”.
Flávio também disse que conheceu Daniel Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando, segundo ele, não existiam acusações públicas contra o banqueiro.
De acordo com o parlamentar, o contato foi retomado posteriormente devido ao atraso no pagamento de parcelas relacionadas ao patrocínio da produção cinematográfica.
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Comentários (1)
Annie
16.05.2026 11:42Esse aí se diz cristão se fosse no mínimo ficaria calado até tudo ser esclarecido.