Caçadores se arriscam em escaladas nas montanhas mortais do Nepal para colher mel alucinógeno conhecido como "mel louco"

o antagonista

Assine Entre

09.06.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Lado oa!
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Turismo
    • Variedades
  • Colunistas
  • Newsletter
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista

Caçadores se arriscam em escaladas nas montanhas mortais do Nepal para colher mel alucinógeno conhecido como “mel louco”

avatar
Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 13.05.2026 02:43 comentários
Entretenimento

Caçadores se arriscam em escaladas nas montanhas mortais do Nepal para colher mel alucinógeno conhecido como “mel louco”

Caçadores Gurung escalam penhascos do Himalaia para coletar o raro “mel louco”, conhecido pelos efeitos intensos e perigosos das grayanotoxinas.

avatar
Redação O Antagonista
4 minutos de leitura 13.05.2026 02:43 comentários 0
Caçadores se arriscam em escaladas nas montanhas mortais do Nepal para colher mel alucinógeno conhecido como “mel louco”
Produto raro do Himalaia que une tradição ancestral e riscos biológicos
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Entre vales profundos e montanhas nevadas do Nepal, um produto raro conecta ciência, aventura, comércio e tradição: o mel alucinógeno, apelidado de “mel louco”. Longe de mercados comuns e colmeias domésticas, ele nasce do trabalho arriscado de caçadores Gurung em penhascos do Himalaia e da ação de abelhas gigantes que transformam flores tóxicas em um mel potente, cobiçado e perigoso.

O que é o mel alucinógeno do Nepal e como ele se forma

O mel louco é um tipo específico de mel produzido pela abelha gigante do Himalaia, a Apis laboriosa. Ela visita flores de rododendros e de outras plantas que contêm grayanotoxinas, compostos que passam do néctar para o mel, alterando profundamente suas propriedades.

Mais amargo e intenso que méis comuns, ele é usado em pequenas quantidades por moradores locais, que lhe atribuem funções digestivas, analgésicas e afrodisíacas. A margem entre uma dose culturalmente aceita e uma quantidade perigosa é mínima, o que torna o consumo um ato cercado de cuidado.

Compostos tóxicos das flores de rododendros alteram propriedades do mel silvestre

Como funciona a coleta tradicional e o papel da cultura Gurung

A temporada de coleta do mel alucinógeno dura apenas algumas semanas por ano, quando os favos estão cheios. Caçadores da etnia Gurung sobem paredões verticais onde as abelhas gigantes constroem colmeias enormes, muitas vezes acima de desfiladeiros de difícil acesso.

Eles utilizam escadas de corda feitas de bambu, degraus simples de madeira e feixes de folhas queimadas para produzir fumaça densa. Em famílias como a da Vila Tany, três gerações compartilham técnicas de escalada, manejo dos enxames e rituais que incluem sacrifícios de animais e o uso de amuletos de proteção.

Leia também: Você come rápido demais? o que a ciência revela sobre sua personalidade

Quais são os principais efeitos e riscos do mel louco

Os efeitos das grayanotoxinas atuam sobre canais de sódio das células, afetando sistema nervoso e funcionamento do coração. Por isso, a experiência pode ir de euforia leve até episódios graves de intoxicação, variando conforme a dose, a sensibilidade individual e a concentração do lote.

Entre os sintomas mais relatados após a ingestão do mel alucinógeno, destacam-se:

  • Formigamento na boca, queimação e dormência em extremidades;
  • Queda de temperatura, sensação de frio intenso e fraqueza;
  • Vômitos repetidos, náuseas fortes e dor de cabeça intensa;
  • Alucinações, alteração da percepção de tempo e paralisia temporária;
  • Bradicardia, queda acentuada da pressão e risco de morte em altas doses.

Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Documentários Ruhi Çenet mostrando a rotina das pessoas que caçam o famoso “mel louco” nas montanhas do Nepal.

Como o uso tradicional e o mercado influenciam esse mel raro

Nas comunidades Gurung, o mel louco é tratado com respeito e cautela, orientado principalmente por pessoas mais velhas. Ele aparece como remédio caseiro, símbolo em rituais e componente de uma identidade coletiva que relaciona risco físico, espiritualidade e respeito às montanhas do Himalaia.

No mercado internacional, o mel pode alcançar cerca de 400 dólares por 200 gramas, impulsionado pela janela curta de coleta, pelo perigo da atividade, pela baixa oferta e pelo interesse global em substâncias naturais com efeito psicoativo. Ainda assim, pouco se sabe sobre quanto desse valor chega às famílias Gurung e sobre o impacto econômico e ambiental dessa demanda crescente.

Qual é o futuro do mel alucinógeno e por que isso importa agora

O futuro do mel alucinógeno do Nepal envolve dilemas sobre segurança dos caçadores, riscos aos consumidores, conservação das abelhas gigantes e preservação do saber tradicional diante da migração e da modernização. A ausência de estudos amplos sobre impacto ambiental e de orientações claras de uso aumenta a urgência de pesquisa e de proteção às comunidades locais.

Entre escadas de bambu, fumaça densa e cestos cheios de favos escuros, esse mel raríssimo concentra perigo, valor econômico e memória ancestral. Se você se interessa por esse universo, busque fontes confiáveis, apoie iniciativas de pesquisa e conservação e questione a exploração predatória: o momento de decidir que futuro queremos para o mel louco e para o povo Gurung é agora.

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp
  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Entidades empresariais pedem alternativa à PEC da 6×1

Entidades empresariais pedem alternativa à PEC da 6×1
2

Após pressão, Fazenda promete abrir documentos sigilosos sobre bets

Após pressão, Fazenda promete abrir documentos sigilosos sobre bets
3

Petistas criticam ‘censura’ e Flávio não comenta suspensão de pesquisa

Petistas criticam ‘censura’ e Flávio não comenta suspensão de pesquisa
4

Nada de novo na nova delação de Daniel Vorcaro

Nada de novo na nova delação de Daniel Vorcaro
5

Presidente da Bolívia diz que protestos tentam “alterar a ordem democrática”

Presidente da Bolívia diz que protestos tentam “alterar a ordem democrática”
6

OpenAI mira abertura de capital em Wall Street

OpenAI mira abertura de capital em Wall Street
7

Governistas veem “tiro no pé” da campanha de Flávio com suspensão de pesquisa

Governistas veem “tiro no pé” da campanha de Flávio com suspensão de pesquisa
8

Os penduricalhos dos juízes do grupo criado para estudar penduricalhos

Os penduricalhos dos juízes do grupo criado para estudar penduricalhos
9

Rio tenta recuperar R$ 1,4 bi investidos no Master

Rio tenta recuperar R$ 1,4 bi investidos no Master
10

‘Gênero não é salvo-conduto para prática de crime’, diz Cármen Lúcia

‘Gênero não é salvo-conduto para prática de crime’, diz Cármen Lúcia
1

Governo interrompe vacina da dengue após casos graves e duas mortes

Governo interrompe vacina da dengue após casos graves e duas mortes
2

Entidades empresariais pedem alternativa à PEC da 6x1

Entidades empresariais pedem alternativa à PEC da 6x1
3

Os penduricalhos dos juízes do grupo criado para estudar penduricalhos

Os penduricalhos dos juízes do grupo criado para estudar penduricalhos
4

Crusoé: Trump ameaçou abandonar Israel?

Crusoé: Trump ameaçou abandonar Israel?
5

Janja rebate Silas Malafaia: "Insignificante é ele"

Janja rebate Silas Malafaia: "Insignificante é ele"
6

Crusoé: Mais um fiasco para Datena?

Crusoé: Mais um fiasco para Datena?
7

Após pressão, Fazenda promete abrir documentos sigilosos sobre bets

Após pressão, Fazenda promete abrir documentos sigilosos sobre bets
8

Governistas veem "tiro no pé" da campanha de Flávio com suspensão de pesquisa

Governistas veem "tiro no pé" da campanha de Flávio com suspensão de pesquisa
9

'Gênero não é salvo-conduto para prática de crime', diz Cármen Lúcia

'Gênero não é salvo-conduto para prática de crime', diz Cármen Lúcia
10

Crusoé: Carta do PT a evangélicos não menciona aborto

Crusoé: Carta do PT a evangélicos não menciona aborto
1

3 dicas para a escolha da especialidade na carreira médica

3 dicas para a escolha da especialidade na carreira médica
2

Veja 10 receitas de bolo fáceis e deliciosas para festa junina

Veja 10 receitas de bolo fáceis e deliciosas para festa junina
3

Crusoé: Janja explica por que Lula não vai à missa

Crusoé: Janja explica por que Lula não vai à missa
4

Nikolas cobra votação da maioridade penal e cita casos de violência

Nikolas cobra votação da maioridade penal e cita casos de violência
5

STJ nega pedido de liberdade de Deolane Bezerra

STJ nega pedido de liberdade de Deolane Bezerra
6

Conselho de Ética aprova suspensão do mandato de Pollon por 60 dias

Conselho de Ética aprova suspensão do mandato de Pollon por 60 dias
7

Festa junina e diabetes: 5 dicas para aproveitar as comidas típicas com equilíbrio

Festa junina e diabetes: 5 dicas para aproveitar as comidas típicas com equilíbrio
8

Helicóptero dos EUA abatido por drone iraniano?

Helicóptero dos EUA abatido por drone iraniano?
9

Talíria diz que redução da maioridade penal é “mentira”

Talíria diz que redução da maioridade penal é “mentira”
10

Senador aciona CNJ para apurar conduta de juíza no julgamento do caso Henry Borel

Senador aciona CNJ para apurar conduta de juíza no julgamento do caso Henry Borel

Nunca foi tão fácil estar bem informado Siga nosso canal no WhatsApp
< Notícia Anterior

O que diz a lei sobre motoristas que instalam e dirigem com a central multimídia no veículo?

13.05.2026 00:00 4 minutos de leitura
O que diz a lei sobre motoristas que instalam e dirigem com a central multimídia no veículo?
Próxima notícia >

Caverna subterrânea com fungos naturais impulsiona produção de queijos premiados em Goiás

13.05.2026 00:00 4 minutos de leitura
Caverna subterrânea com fungos naturais impulsiona produção de queijos premiados em Goiás
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Twitter Instagram Facebook

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Icone casa
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Últimas Notícias Brasil Mundo

Economia Lado oa! Colunistas Newsletter

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé