Flávio Bolsonaro critica plano de Lula contra crime organizado
O senador criticou o timing do programa de segurança anunciado pelo petista ser próximos do período eleitoral
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira, 11, em que faz críticas ao presidente Lula após o anúncio do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”.
O novo projeto de Lula será lançado pelo governo federal nesta terça-feira, 12, no Palácio do Planalto.
Na gravação publicada nas redes, Flávio ironizou o momento escolhido pelo governo para apresentar a proposta de segurança pública e afirmou que o combate ao crime organizado só passou a ser prioridade “no finalzinho” da gestão petista.
“Terceiro mandato do cara, agora no finalzinho, ano de eleição, que ele vai propor alguma coisa de combater o crime organizado. É uma semana, semana que vem vai ter um plano aqui”, disse o senador.
O parlamentar também fez referência a investigados que deixaram o país e afirmou que criminosos ligados a facções deveriam “ir embora do Brasil”.
“Quem fugiu do país, tudo bem. Quem não fugiu, não vai fugir mais. Quer dizer, tá dando recado ainda para esses faccionados que podem fugir do Brasil ainda? Então fala o seguinte: o Lula tem um prazo de validade. Você vai ficar aqui no Brasil só até janeiro do ano que vem, que vai acabar o seu governo”, declarou.
Na sequência, Flávio citou facções criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. “Eu quero aproveitar a tua audiência para dar um recado a essas facções, esses marginais que são do CV, PCC: vão embora do Brasil porque, a partir de janeiro do ano que vem, ou vocês vão ser presos ou vocês vão ser neutralizados pelas nossas polícias”, afirmou.
O programa de Lula foi antecipado em publicação nas redes sociais, cujo o objetivo, segundo o governo, será “enfraquecer o potencial financeiro do crime organizado” sob o investimento de R$ 11,1 bilhões, dos quais R$ 968,2 milhões, serão destinados a investimentos diretos, enquanto outros R$ 10 bilhões serão liberados por meio de financiamentos via Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) para estados e municípios.
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