França isola passageiros de cruzeiro após caso suspeito de hantavírus
Um dos franceses repatriados apresentou sintomas durante viagem de volta ao país
Um dos passageiros franceses retirados do cruzeiro MV Hondius após um surto de hantavírus apresentou sintomas da doença durante o voo de repatriação para a França.
A informação foi divulgada neste domingo, 10, pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.
Segundo ele, os cinco franceses que estavam no navio foram colocados em “isolamento rigoroso até novo aviso”.
O governo francês informou ainda que o grupo receberá acompanhamento médico e passará por novos exames.
O MV Hondius chegou neste domingo ao porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, após uma viagem iniciada em 1º de abril em Ushuaia, no sul da Argentina.
O surto matou três passageiros a bordo, entre eles um casal holandês e uma alemã.
Mais de 100 passageiros começaram a deixar a embarcação em uma operação coordenada pelas autoridades espanholas e acompanhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os ocupantes foram transportados em pequenos grupos e levados diretamente ao aeroporto para voos fretados aos países de origem.
OMS tenta afastar comparação com Covid
Apesar do alerta internacional, a OMS afirmou que o risco para a população permanece baixo.
O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que “isto não é outra covid”.
A chefe da área de preparação para epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, disse que o hantavírus identificado no navio é “muito diferente” do coronavírus e acrescentou que a transmissão entre pessoas continua sendo considerada rara.
Segundo o balanço mais recente da OMS, seis casos de hantavírus foram confirmados entre oito suspeitas analisadas.
Autoridades europeias classificaram passageiros e tripulantes como contatos de alto risco, embora inspeções sanitárias não tenham encontrado roedores na embarcação.
O hantavírus costuma ser transmitido pelo contato com urina, saliva ou fezes de roedores contaminados. Entre os sintomas estão febre, dores musculares, dor de cabeça e problemas respiratórios.
Em casos graves, a doença pode causar complicações pulmonares e renais.
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