O pequeno aparelho doméstico que muita gente joga fora e contém ouro de 22 quilates
Modems, roteadores e até mesmo aquele celular antigo esquecido no fundo da gaveta escondem um segredo que a ciência acaba de revelar. Uma nova técnica sustentável consegue extrair ouro de 22 quilates desses aparelhos, transformando o que iria para o lixo em uma verdadeira mina urbana de alto valor. Que aparelho doméstico comum contém ouro...
Modems, roteadores e até mesmo aquele celular antigo esquecido no fundo da gaveta escondem um segredo que a ciência acaba de revelar. Uma nova técnica sustentável consegue extrair ouro de 22 quilates desses aparelhos, transformando o que iria para o lixo em uma verdadeira mina urbana de alto valor.
Que aparelho doméstico comum contém ouro de 22 quilates?
Não se trata de um único item, mas de uma categoria inteira de eletrônicos que costumamos descartar sem pensar. Modems e roteadores antigos lideram a lista, seguidos de perto por celulares com teclado físico, placas-mãe de computadores e até mesmo micro-ondas e televisores fora de uso.
O que torna esses aparelhos tão especiais é a presença de ouro em seus conectores, chips e trilhas metálicas internas. Embora a quantidade por dispositivo seja ínfima, cerca de 450 miligramas a cada 20 placas-mãe, o volume mundial de descarte transforma essa realidade em um tesouro escondido a olhos nus.
Confira os detalhes:
| Aparelho | Onde está o ouro |
|---|---|
| Modems e roteadores antigos | Conectores e trilhas metálicas internas |
| Celulares com teclado físico | Chips e conectores internos |
| Placas-mãe de computadores | Trilhas e contatos metálicos |
| Micro-ondas e televisores antigos | Componentes eletrônicos internos |
| Quantidade por 20 placas-mãe | Cerca de 450 miligramas |
| O que transforma isso em tesouro | Volume mundial de descarte eletrônico |
Por que os fabricantes usam ouro nesses componentes?
A resposta está na física: o ouro é um dos metais com melhor condutividade elétrica e, ao contrário do cobre, não oxida. Essa resistência à corrosão garante conexões estáveis por anos, mesmo em ambientes com calor e umidade.
Em equipamentos de comunicação, como modems e roteadores, a confiabilidade do sinal depende desses contatos perfeitos. Por isso, a indústria aplica finíssimas camadas de ouro de 22 quilates nos componentes críticos, um investimento que prolonga a vida útil do aparelho.
Como a ciência extrai esse ouro de forma limpa?
Pesquisadores da ETH Zurich desenvolveram um método revolucionário. Eles criaram uma esponja de nanofibrilas de proteína, feita a partir do soro do leite, que age como uma esponja seletiva de íons de ouro. O processo segue três etapas principais: absorção seletiva, aquecimento controlado e fusão final.
Em testes de laboratório, os cientistas processaram apenas 20 placas-mãe antigas e obtiveram uma pepita de ouro de 22 quilates pesando 450 miligramas. O custo estimado do processo é de apenas 1 dólar, enquanto o valor do ouro recuperado chega a 50 dólares, comprovando a viabilidade econômica do método.
Por que não devemos tentar extrair esse ouro em casa?
A extração caseira é um risco real e grave. Os métodos tradicionais utilizam substâncias como mercúrio e cianeto, altamente tóxicas para a saúde e para o meio ambiente. Além disso, a queima de componentes eletrônicos libera gases cancerígenos.
A alternativa mais segura e inteligente é procurar os pontos de coleta de lixo eletrônico certificados. O Brasil conta com mais de 3,4 mil pontos de coleta espalhados por todo o país, muitos deles em locais de fácil acesso, como supermercados, shoppings e estações de metrô.

Como descartar corretamente esses aparelhos no Brasil?
O descarte correto é mais simples do que parece. Basta levar seus aparelhos antigos a um dos pontos de coleta de lixo eletrônico disponíveis em sua cidade, que encaminham o material para empresas de reciclagem homologadas pelo Ministério do Meio Ambiente.
Muitas dessas empresas, inclusive, pagam por equipamentos antigos, transformando um problema ambiental em uma oportunidade de renda extra e economia circular. Ao fazer isso, você não está apenas se livrando de um objeto inútil, mas participando ativamente de uma corrente que transforma passivos ambientais em recursos valiosos para a sociedade.
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