Jovem Irene Vila: “Comprei uma casa abandonada por 9.000 na vila da minha avó, a coisa mais difícil de reformá-la é encontrar pedreiros por perto”
A ligação de Irene com a pequena vila começou ainda na infância, durante os verões passados com os irmãos e a família materna.
Comprar uma casa abandonada por apenas 9 mil euros parece algo distante da realidade atual, mas foi exatamente isso que aconteceu com Irene Vila, uma jovem valenciana que decidiu investir em um imóvel simples na pequena vila da avó, em Cuenca, na Espanha.
O projeto vai muito além de uma reforma comum, porque envolve memória afetiva, paciência e o desejo de construir um espaço acolhedor para o futuro, mesmo enfrentando dificuldades para encontrar profissionais disponíveis na região.
Por que a casa abandonada da vila tinha tanto valor emocional?
A ligação de Irene com a pequena vila começou ainda na infância, durante os verões passados com os irmãos e a família materna.
O local guarda lembranças importantes da avó Tere, figura muito presente em sua vida e responsável por transformar aquele destino simples em um espaço cheio de significado.
Mesmo sendo uma cidade pequena e com poucos moradores, Irene nunca perdeu a vontade de voltar para lá. Quando surgiu a oportunidade de comprar a antiga casa, ela enxergou a chance de preservar parte da história da família e criar um refúgio tranquilo longe da rotina intensa de Valência.
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Como a negociação da casa chegou ao valor de 9 mil euros?
A compra do imóvel exigiu estratégia e muita conversa. A casa estava há anos à venda e precisava de uma reforma completa, fator que ajudou Irene a negociar um preço mais acessível.
Além disso, existia outro imóvel na região, em melhores condições e com preço semelhante, o que fortaleceu seus argumentos durante a negociação.
Antes mesmo de iniciar grandes mudanças estruturais, Irene decidiu dedicar tempo à limpeza da propriedade. O imóvel estava fechado havia muito tempo e acumulava sujeira, folhas e sinais claros de abandono.
Esse primeiro cuidado trouxe benefícios importantes para o processo:
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Quais foram os principais desafios da reforma da casa abandonada?
O primeiro grande problema encontrado foi o telhado antigo, feito de junco e telhas desgastadas. As infiltrações já comprometiam partes da estrutura, aumentando o risco de umidade e deterioração.
Na vila, segundo Irene, existe até um ditado popular afirmando que uma casa abandonada “afunda pelo telhado”.
Apesar de assumir algumas tarefas menores, como pintura, jardinagem e pequenos reparos, Irene depende de especialistas para os serviços mais complexos.
O maior obstáculo, no entanto, não foi apenas o custo das obras, mas encontrar profissionais disponíveis para trabalhar na região rural.
Entre as maiores dificuldades enfrentadas estão:
- Escassez de pedreiros e profissionais especializados.
- Longas filas de espera para iniciar serviços.
- Custos adicionais com deslocamento até a vila.
- Limitação de mão de obra em pequenas cidades.
Como a exposição nas redes sociais impactou o projeto?
A reforma ganhou repercussão nas redes sociais e passou a atrair milhares de pessoas curiosas sobre a transformação da casa. Junto com o apoio e o interesse pelo projeto, também surgiram críticas e opiniões negativas sobre as escolhas feitas durante a obra.
Irene afirma que precisou desenvolver paciência para lidar com comentários e julgamentos. Mesmo assim, decidiu seguir seus próprios planos e manter a essência do imóvel, sem tentar agradar todos que acompanham o processo online.
O que já foi reformado na casa antiga?
Mesmo sem pressa e evitando empréstimos, Irene já conseguiu avançar bastante na recuperação do imóvel. O telhado foi completamente renovado, as escadas do térreo foram reconstruídas e diversos espaços começaram a ganhar nova aparência com pintura feita pela própria proprietária.
Os próximos passos incluem instalação elétrica, substituição da porta principal e recuperação das áreas mais deterioradas do andar superior.
Irene acredita que a reforma ainda deve durar alguns anos, mas mantém o sonho de transformar a antiga casa da avó em um lar acolhedor para construir novas memórias ao lado da futura família.
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